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O Chevrolet Tracker 2018 chegou com novidades, ampliando a segurança especialmente e com chave presencial. Atualizado um ano antes, o SUV compacto importado do México trocou a versão LTZ pela Premier.

O incremento na segurança era vital para o modelo, embora tenha demorado demais para chegar. Para um carro de seu porte e preço, ainda mais com a proposta, o Tracker já deveria ter de série controles de tração e estabilidade.

Estes itens já estavam no Honda HR-V em 2014, bem como no Jeep Renegade que surgiu na mesma época. Além disso, a GM errou feio (e reconheceu posteriormente) ao se enganar com o potencial de vendas do Tracker.

Isso fez com que o carro tivesse baixo volume por aqui, opções reduzidas e alto preço, sem contar a falta de itens importantes e uma versão básica simples demais.

O projeto do Tracker era bem sólido e sua plataforma Gamma II era tecnicamente adaptável às linhas de produção em São Caetano do Sul ou mesmo São José dos Campos, ocupando a linha da antiga Chevrolet Zafira, por exemplo.

Contudo, o Tracker 2018 continuou vindo do México e, no formato daquela época, ainda é oferecido no mercado americano, mesmo já estando tecnicamente um ano atrasado em relação à nova geração na China e no Brasil.

O SUV compacto ganhara uma atualização em 2017, adicionando uma grade mais afilada que a anterior, que ainda tinha “cara de Cruze”, recebendo ainda faróis com luzes diurnas em LED, para-choques revisados e novas lanternas.

Também recebeu rodas estilizadas de aro 18 polegadas de série com pneus 215/55 R18, além de um painel de linha fluídas e atraentes, tendo a multimídia MyLink e revestimento soft costurado na parte central.

Com porte avantajado, o Tracker 2018 parecia quase um SUV médio encurtado, mas tinha 4,25 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,67 m de altura e 2,55 m de entre-eixos. Mesmo assim, seu volume não era apenas impressão visual.

No peso, o Tracker era de fato um SUV bem maior, pesando mais de 1,4 tonelada ante pouco mais de 1,1 tonelada de um Nissan Kicks, por exemplo. Esse excesso em quilos acabou por prejudicar seu desempenho e o consumo.

Antes da atualização, onde houve troca de motor, o SUV da Chevrolet tinha um motor 1.8 A18XER aspirado com até 144 cavalos, que era o mesmo usado pelo Cruze, com a caixa automática de seis marchas GF6-3.

Na atualização de meia vida, o produto recebeu um novo motor, desta vez 1.4 Turbo, que passara a equipar a segunda geração do Cruze, entregando 150 cavalos na gasolina e 153 cavalos no álcool, com um torque bem superior.

Mesmo com esse propulsor mais possante, o SUV compacto da GM não rendia bem por isso, mas na geração seguinte perdeu mais de 100 kg na configuração completa, apesar do motor menor, porém, com melhor desempenho e economia.

Produzido em San Luis de Potosí, México, o Tracker 2018 tinha um bom espaço interno, porém, seu porta-malas era pequeno, ainda mais que o estepe era grande e isso reduziu o volume para 306 litros apenas. Ele só ganhava do EcoSport.

Fora isso, era um carro que transmitia a sensação de segurança que muitos clientes buscam em um SUV. Bem completo na versão Premier II, tinha teto solar elétrico, alerta de ponto cego e de colisão.

Também tinha alerta de invasão de faixa e seis airbags, bem como os controles de tração e estabilidade, além do assistente de rampa. O pacote ainda tinha bancos em couro, Android Auto e CarPlay, direção elétrica e ar condicionado, mas manual.

Tinha ainda OnStar, entrada com chave presencial e partida por botão. O Chevrolet Tracker dessa geração durou até o começo de 2020. Antes da pandemia, surgiu no Brasil a segunda geração, feita em São Caetano do Sul.

Usando a plataforma VSS-F de um projeto global da GM (leia-se Brasil e China), o SUV compacto ficou maior, porém, bem mais leve, usando dois motores de três cilindros com turbo, injeção indireta e flex.

O 1.0 Turbo entrega 116 cavalos, enquanto o 1.2 Turbo tem até 133 cavalos, chegando este a 21,4 kgfm. Ambos são equipados com a mesma transmissão automática do Tracker 2018, porém, o primeiro tem opção manual.

Com a recente saída da versão LTZ 1.2 Turbo, apenas a Premier tem este propulsor mais potente. Ambos são fabricados em Joinville-SC e são exportados para o México.

Para o futuro, não se espera grandes mudanças no Tracker, exceto pela adição de uma versão RS com motor 1.2 Turbo e alguma outra opção na gama, além de uma atualização visual. A GM não divulgou planos para uma versão híbrida.

Tracker 2018 – detalhes

Tracker 2018: versões, preços, motor, consumo, desempenho, fotos

O Chevrolet Tracker 2018 era um SUV compacto com porte volumoso para seu tamanho, evidenciando estilo e proposta semelhante ao do primeiro Cruze. O modelo também refletia seu formato em peso, tendo mais de 1.400 kg!

Mais pesado que um Jeep Renegade Flex, o Tracker tinha linhas mais fluídas, com frente atualizada um ano antes, recebendo novos faróis com projetores e luzes diurnas em LEDs, ainda com diodos emissores de luz individuais.

A grade da Chevrolet transformou a barra central na cor do carro, separando a parte superior, que ficou esteticamente mais adequada, tendo esta um filete cromado com a gravata dourada.

O para-choque mais envolvente empregava molduras laterais com faróis de neblina e acabamento em cromo, tendo a grade inferior ampliada com suporte de placa. Havia ainda um bumper inferior em cinza e mais uma entrada afilada.

Com para-lamas musculosos e saias de rodas protegidas, o Tracker 2018 tinha retrovisores grandes com repetidores de direção e rebatimento elétrico. Tendo maçanetas na cor do carro ou cromadas, o SUV vinha com boa área envidraçada.

As portas tinham proteção na parte inferior, enquanto o teto apresentava barras longitudinais em cinza, além de antena em estilo barbatana e teto solar elétrico de tamanho padrão.

Na traseira, a tampa do bagageiro tinha defletor de ar no teto com pintura na cor do carro e em preto brilhante, além de apliques laterais envolventes. Na versão Premier, tinha ainda moldura cromada sobre a placa.

As lanternas eram em LED com filetes de luz, enquanto o para-choque tinha protetor inferior com bumper de cor cinza, além de refletores e luz de neblina grandes, fora o aplique em preto.

Por dentro, o habitáculo do Tracker 2018 tinha acabamento escurecido, com painel de linhas suaves e envolventes, revitalizado em relação ao modelo anterior e tendo material soft touch com costura dourada no revestimento preto.

Com difusores de ar arredondados e cromados, o painel do SUV da Chevrolet tinha ainda multimídia MyLink de primeira geração com Google Android, Apple CarPlay e OnStar, além de câmera de ré, Bluetooth e USB.

Essa central era controlada parcialmente pelo volante de três raios com acabamento em couro na Premier, tendo comandos de computador de bordo, piloto automático e mídia/telefonia.

A coluna de direção era ajustável em altura e profundidade, tendo ainda assistência elétrica. Apesar da partida por botão na Premier II, o Tracker 2018 tinha ar condicionado manual, com acabamento em preto brilhante nos comandos.

O cluster era analógico e revisado, seguindo o estilo adotado pela minivan Spin, tendo velocímetro e conta-giros com ponteiros, além de display com as demais funções e computador de bordo.

O console da transmissão tinha acabamento em preto brilhante com alavanca de revestimento em cinza. Já os bancos eram em tecido na LT, enquanto a Premier os trazia em couro preto com costuras douradas.

No assento do motorista, ajuste em altura e apoio de braço central retrátil, enquanto as portas mantiveram o formato original, embora com acabamento melhorado. Havia ainda ajuste lombar elétrico e os espelhos externos eram aquecidos.

Elas tinham apoios de braço inclinados com vidros e retrovisores elétricos. O SUV compacto tinha ainda sensor de estacionamento e banco do passageiro com encosto rebatível, ampliando o ingresso de objetos longos no habitáculo.

Atrás, o banco era bipartido e com três apoios de cabeça, além de Isofix e cintos completos. O Tracker 2018 tinha cintos dianteiros com ajustes em altura e pré-tensionadores, devido aos airbags frontais.

Havia ainda alerta de colisão com aviso sonoro e luminoso, com luzes vermelhas projetadas no para-brisa. Também havia alerta de manutenção de faixa, ambos na Premier II. Na Premier I, tinha ainda alerta de tráfego cruzado e ponto cego.

Ele tinha ainda bolsas infláveis laterais, bem como as de cortina na versão Premier II, bem como controles de tração e estabilidade, além de assistente de partida em rampa e freios com ABS.

O teto tinha alças de mão, luzes de leitura, espelhos iluminados nos para-sóis, espelho retrovisor interno eletrocrômico (Premier) e teto solar com persiana manual.

No bagageiro, seus poucos 306 litros se deviam ao tamanho do estepe, que era de aro 18 polegaads com pneu 215/55 R18, assim como as rodas principais, que tinham acabamento diamantado e preto.

Na versão LT, as rodas de liga leve eram de aro 16 polegadas com pneus largos 205/60 R16, medidas que eram oferecidas no modelo antigo, mesmo na extinta versão LTZ.

Com iluminação, o espaço não era muito generoso, o que tornou o modelo alvo de críticas nesse aspecto. Apenas na segunda geração é que o volume fora ampliado para concorrer com os demais SUVs compactos.

Tracker 2018 – versões

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  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo LT AT
  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo Premier I AT
  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo Premier II AT

Equipamentos

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Chevrolet Tracker 1.4 Turbo LT AT – Motor 1.4 Turbo e transmissão automática de seis marchas, mais airbag duplo, freios com ABS, direção elétrica, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, vidros elétricos nas quatro portas com one touch, travamento central elétrico, retrovisores com ajustes elétricos, retrovisor interno dia e noite, rodas de liga leve aro 16 polegadas, pneus 205/60 R16, retrovisores com repetidores de direção, maçanetas na cor do carro, barras longitudinais no teto, bancos em tecido, banco do motorista com ajuste de altura, banco traseiro bipartido, cintos de segurança de 3 pontos, Isofix, cintos dianterios com pré-tensionadores, cintos dianteiros com ajustes em altura, computador de bordo, volante multifuncional, multimídia MyLink com tela sensível ao toque de 7 polegadas, projeção para Google Android Auto e Apple CarPlay, Bluetooth, USB, ar condicionado, fonte 12V, faróis de neblina, lanterna de neblina, controle de cruzeiro, OnStar com pacote Protect, iluminação no porta-malas, apoios de cabeça para todos, alças no teto, espelhos iluminados nos para-sois, entre outros.

Chevrolet Tracker 1.4 Turbo Premier I AT – Itens acima, mais lanternas em LED, faróis com luzes diurnas em LED, câmera de ré, rodas de liga leve aro 18 polegadas, pneus 215/55 R18, moldura traseira cromada, chave presencial, botão de partida, teto solar elétrico, bancos em couro, apoio de braço retrátil para o motorista, espelho retrovisor interno eletrocrômico, rebatimento elétrico dos retrovisores externos, volante em couro, banco do motorista com ajuste lombar elétrico, alerta de ponto cego, alerta de tráfego traseiro, encosto do banco do passageiro rebatível, controle de tração, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, retrovisores com aquecimento, tapetes em carpete e sensor de estacionamento traseiro.

Chevrolet Tracker 1.4 Turbo Premier II AT – Itens acima, mais airbags laterais, airbags de cortina, monitor de pressão dos pneus, alerta de colisão e alerta de manutenção de faixa.

Preços

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  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo LT AT – R$ 85.890
  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo Premier I AT – R$ 96.760
  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo Premier II AT – R$ 99.990

Tracker 2018 – motor

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O motor do Tracker 2018 era o mesmo 1.4 Turbo usado no Chevrolet Cruze, empregando um propulsor de quatro cilindros com bloco e cabeçote em alumínio, com duplo comando de válvulas variável e sistema de controle ambiental Ecotec.

Este último possui sistema EGR de recirculação de gases de escape e outros recursos para reduzir as emissões de CO2. Além disso, traz sistema de injeção eletrônica direta de alta pressão, mas com tecnologia flex.

No caso do sistema bicombustível apresenta tecnologia de pré-aquecimento de combustível em partida a frio nos dias em que a temperatura está muito baixa e com etanol no alimentador.

O propulsor entrega 150 cavalos na gasolina e 153 cavalos no etanol, ambos a 5.200 rpm, bem como 24,0 kgfm no derivado de petróleo e 24,5 kgfm no combustível vegetal, ambos a 2.000 rpm.

Esse motor é o LE2 da família GSE da General Motors, que foi desenvolvida pela Opel e atualmente está em produção na Argentina, onde o Cruze é feito com o Cruze Sport6.

Seu projeto ainda é moderno, visto que surgiu em meados dos anos 2000, mas foi colocado em segundo plano com os novos propulsores de três cilindros da SAIC-GM, um desenvolvimento que acabou chegando ao Brasil.

Na segunda geração, o Tracker tomou os motores 1.0 e 1.2, ambos com três pistões e turbo alimentação, sendo que o segundo substituiu o 1.4 Turbo. Com isso, a tendência é que esse propulsor saia de cena com o Cruze mais adiante.

No Equinox, um equivalente 1.5 Turbo – da mesma família – deve ser trocado pelo novo 1.3 Turbo de 163 cavalos, usado na China e mais eficiente. Não há expectativa de o Tracker ter algo acima do 1.2 Turbo e até este está ameaçado na oferta.

Já a transmissão do Tracker 2018 é a GF6-3, uma caixa tão dinâmica que até poderia ser fabricada no Brasil, visto que equipa quase a totalidade de modelos da Chevrolet, com exceção de S10, Trailblazer, Camaro e o elétrico Bolt.

Com conversor de torque e seis velocidades, não tendo modo Sport, mas opção de trocas manuais através de um botão na alavanca de transmissão, cuja posição é pouco ergonômica.

Antes do LE2 1.4 Turbo, o Tracker teve no Brasil o A18XER, o 1.8 Ecotec aspirado que equipou também o Cruze, mas o modelo de primeira geração, que foi fabricado no Brasil.

Desempenho

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  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo – 0 a 100 km/h – 9,4 segundos
  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo – velocidade máxima – 198 km/h

Consumo

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Etanol 

  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo – consumo urbano – 7,3 km/l
  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo – consumo rodoviário – 8,2 km/l

Gasolina

  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo – consumo urbano – 10,6 km/l
  • Chevrolet Tracker 1.4 Turbo – consumo rodoviário – 11,7 km/l

Tracker 2018 – manutenção e revisão

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O serviço de pós-venda da Chevrolet envolvia o Tracker 2018 em revisões a cada 10.000 km ou 12 meses, tendo ainda preços fixados em todo o Brasil, cuja rede de concessionários tem 600 pontos de atendimento.

No caso do Tracker 2018, o modelo ainda está em garantia de três anos e sem limite de quilometragem, tendo assim um custo com revisões de até R$ 4.576, um valor elevado, mas que nem chega perto de modelos como o Fit 2018, por exemplo

Nas revisões da Chevrolet, são feitas inspeções mecânicas e elétricas, incluindo suspensão, direção, freios, motor, itens de segurança e eletrônica de bordo. Os serviços gerais ainda podem incluir, pagos à parte, outras especialidades.

Nesse caso, temos funilaria, pintura, alinhamento, balanceamento, higiniezação do ar condicionado e oxi-sanitização do interior, além de instalação de acessórios.

Já a revisão consiste em substituição de alguns itens, como óleo do motor, filtro de óleo, filtro de ar do motor, filtro de combustível, filtro de ar da cabine, velas, correia dentada, correia em V, fluído de freio e fluído de transmissão automática

Revisão 10.000 km 20.000 km 30.000 km 40.000 km 50.000 km 60.000 km Total
1.4 Turbo R$ 500,00 R$ 892,00 R$ 652,00 R$ 988,00 R$ 652,00 R$ 892,00 R$ 4.576,00

Tracker 2018 – ficha técnica

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Motor 1.4 Turbo
Tipo
Número de cilindros 4 em linha
Cilindrada em cm3 1399
Válvulas 16
Taxa de compressão 10:1
Injeção eletrônica Direta Flex
Potência máxima 150/153 cv a 5.200 rpm (gasolina/etanol)
Torque máximo 24,0/24,5 kgfm a 2.000 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão
Tipo Automática de 6 marchas
Tração
Tipo Dianteira
Direção
Tipo Elétrica
Freios
Tipo Discos dianteiros e tambores traseiros
Suspensão
Dianteira McPherson
Traseira Eixo de torção
Rodas e Pneus
Rodas Liga leve aro 18 polegadas
Pneus 215/55 R18
Dimensões
Comprimento (mm) 4.258
Largura (mm) 1.776
Altura (mm) 1.678
Entre eixos (mm) 2.555
Capacidades
Porta-malas (L) 306
Tanque de combustível (L) 53
Carga (Kg) 416
Peso em ordem de marcha (Kg) 1.413
Coeficiente aerodinâmico (cx) 0,35

Tracker 2018 – fotos

https://www.youtube.com/watch?v=SiqhL9fSNpc