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Vem aí a máscara com sistema de deteção de humidade

Depois do sensor para usar na máscara destinado a medir o ritmo cardíaco e da viseira anti-vírica e anti-embaciamento, inovações ainda estudo, mas lançadas neste ano para ajudar no combate à covid-19, o CeNTI, centro de referência em Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, acaba de anunciar o estudo de uma máscara com um sistema de deteção de humidade.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, “a máscara incorporará um sistema em que, na face externa, ocorrerá uma mudança percetível da cor desse mesmo sistema e indicará ao utilizador o momento em que deverá substituí-la, sob pena da sua eficácia poder ficar comprometida”.

A investigação, em parceria com a Oldtrading, empresa portuguesa do setor têxtil, ainda está na fase de testes, para produzir “os melhores e mais fiáveis resultados”, esperam os técnicos do CenTI.

À Oldtrading caberá a produção das máscaras reutilizáveis, que irão incorporar a nova tecnologia, para sinalizar a saturação de humidade, esta última desenvolvida pelo centro de investigação.

Os promotores do projeto, designado por HydroMask, estimam que o protótipo final da máscara deverá estar concluído até ao final do ano e chegar ao mercado “brevemente”, na esperança de que venha a “reforçar a eficácia da proteção individual e da sociedade contra a propagação da covid-19”.

Para a pesquisa, as duas entidades envolvidas estão a investir 144 252,26 euros, uma verba cofinanciada pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, num valor de 115.401,81 euros.