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Sesc Piracicaba anuncia artistas premiados na 15ª edição da Bienal Naïfs do Brasil | Piracicaba e Região

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Sob o título “Ideias para adiar o fim da arte”, a 15ª Bienal Naïfs do Brasil, realizada pelo Sesc São Paulo na unidade de Piracicaba (SP), anuncia os artistas premiados na edição 2020 da mostra.

No final do ano passado, foram selecionadas 212 obras de 125 artistas, de 21 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

As obras e instalações dessa edição apresentam técnicas como pintura, colagem, desenho, aquarela, gravura, escultura, entalhe, bordado, costura, crochê, marchetaria e modelagem.

Compõem também o recorte da curadoria obras das artistas convidadas Carmela Pereira, Leda Catunda, Raquel Trindade e Sonia Gomes, estabelecendo diálogos com o resultado da seletiva.

Prevista inicialmente para abrir em agosto de 2020, a exposição na unidade do interior de São Paulo, em função da pandemia, ainda não tem data de abertura ao público.

A lista completa de artistas selecionados para a Bienal Naïfs do Brasil 2020, bem como catálogos e informações de edições anteriores, podem ser conferidos por meio do link.

Como forma de estimular a participação, valorizar o trabalho e diversificar a coleção permanente da instituição (o Acervo Sesc de Arte), o Sesc São Paulo concede a alguns dos artistas selecionados, por meio de suas obras, o Prêmio Destaque-Aquisição, o Prêmio Incentivo e Menção Especial. Na 15ª edição da Bienal Naïfs, as obras agraciadas são:

  • Prêmio Destaque-Aquisição: Cotidiano II, de Alexandra Adamoli (Piracicaba, SP); Totem Apurinã Kamadeni, de Sãnipã (Pauiní, AM); O renascimento de Luzia, de Paulo Mattos (São Paulo, SP); O martírio de Nossa Senhora do Brasil, de Shila Joaquim (São Matheus, ES).
  • Prêmio Incentivo: Manto tropeiro: um breve olhar do caminho das tropas, de Angeles Paredes e Carmem Kuntz (Sorocaba, SP); Em busca de uma liberdade que ainda não raiou, de Con Silva (Batatais, SP); Comadre Fulosinha dá a luz depois de degolar o caçador que a engravidou, de Eriba Chagas (São Paulo, SP; Esperança em pedaços, de Chavonga (Diadema, SP); Brincantes do imaginário, de Valdeck de Garanhuns (Guararema, SP).
  • Menção Especial: É óleo no mar…, de Alcides Peixe (São Paulo, SP); Cantinho do benzer, de Alexandra Jacob (Piracicaba, SP); Vazante, de Eri Alves (São Paulo, SP); Jandira #33, de Hellen Audrey (Campinas, SP); Aprendiz de Pajé, de Yúpury (Manaus, AM); Umbuzeiro florindo, de Nilda Neves (São Paulo, SP); Gorda, de Soupixo (Crato, CE); Alma da estrada, de Thiago Nevs (São Paulo, SP); Dia-a-dia de Finoca, de Zila Abreu (São Paulo, SP).

A Bienal Naïfs do Brasil 2020 teve sua visitação presencial adiada em razão da pandemia. Contudo, ações online, que se estenderão até julho de 2021, permitem ao público que se aproxime deste universo mesmo durante o isolamento social.

Ao longo dos próximos meses, a equipe curatorial, artistas e especialistas, participarão de uma série de atividades gratuitas por meio de plataformas virtuais e com a possibilidade de alcançar pessoas de todas as regiões do país, nas quais serão abordados temas como as estratégias de visibilidade para produções artísticas, as dinâmicas dos espaços de criação, além de diferentes perspectivas sobre o campo da arte dita popular.

A programação terá bate-papos e encontros virtuais, assim como cursos destinados a públicos específicos. Todas as ações, por enquanto online, da Bienal serão anunciadas periodicamente nos canais do Sesc Piracicaba no Facebook, Instagram e Twitter.

De acordo com as curadoras, Ana Avelar e Renata Felinto, o processo de seleção de trabalhos partiu do critério da representatividade.

Foram levadas em conta as regiões de onde provêm e atuam esses artistas, suas declarações étnico-raciais, suas faixas-etárias, os assuntos e as materialidades com as quais trabalham.

A 15ª edição da Bienal também vai homenagear Lélia Coelho Frota e Ana Mae Barbosa, mulheres intelectuais brasileiras que demonstraram em suas pesquisas a preocupação com o entendimento da pessoa artista e de sua produção de forma mais humana e plural.

Também Leda Catunda e Sonia Gomes, com obras que dialogam de forma pioneira com o universo que caracteriza a arte naïf. A mostra irá apresentar também o ateliê como um local de criação em suas múltiplas possibilidades trazendo fragmentos dos ateliês das artistas Carmela Pereira, Raquel Trindade e Sãnipã.