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Reeducandas de Tremembé participam de projeto de costura

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Iniciativa ganhou força no período de distanciamento social, como forma de manter as atividades laborterápicas em unidade. (Foto: Divulgação/SAP)

Reeducandas da Penitenciária Feminina II de Tremembé têm reciclado peças antigas no projeto de costura e artesanato “Sol Nascer”, que funciona na Ala de Progressão Penitenciária da unidade prisional desde meados de abril. Pelas mãos delas, peças que iriam para o lixo são desconstruídas e ganham novas formas e pedrarias.

A iniciativa ganhou força no período de distanciamento social como forma de manter as detentas do regime semiaberto em atividade, que conseguem remir pena com o trabalho realizado em um ateliê dentro do presídio. Não há gastos para a produção, pois a matéria-prima necessária é doada por empresas têxteis e lojas de roupas que precisam descartar peças já sem utilidade.

“Desenvolvemos um modelo regenerativo e restaurativo, que tem como objetivo manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de usabilidade e valor”, afirma a diretora do Núcleo de Trabalho do presídio, Estael Ramos Batista. “Nós promovemos a transformação do que iria para o lixo em algo novo”, completa.

Entre as criações estão enxovais, bolsas de diversos tamanhos e jogos americanos, entre outros itens. As ideias de novos produtos são discutidas entre as internas e a equipe do Núcleo de Trabalho da unidade, que orienta as sentenciadas.

“Quando chega uma nova integrante, formamos uma equipe e ensinamos a colocar o tecido na máquina ou a cortar as peças, sempre uma ajudando a outra”, explica Kátia, interna de 51 anos. “Com certeza, eu mudei bastante o meu modo de pensar. Hoje, eu sou mais moderada, mais inteligente e consigo me expressar melhor”, reflete.

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