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Quer abrir um negócio na moda? Veja dicas para colocar o sonho em prática – Revista Marie Claire – Blog Ceará Máquinas



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Hannah Freire abriu loja de lingeries pouco antes da pandemia, em 2019: “Para me destacar nesse meio investi em imagem” (Foto: Acervo pessoal)

Hannah Freire saiu da casa dos pais no interior da Bahia em 2007 com R$ 50 reais no bolso para ficar na casa de amigos em Vitória (ES) e, na bagagem, levou também o sonho de um dia ter uma marca de moda para chamar de sua. Doze anos depois e muito trabalho conseguido na “cara de pau”, como conta ela, de vendedora em lojas de luxo – de joias à moda feminina e masculina – em shopping, hoje é dona da Banana Pink Lingerie Club. Enquanto ainda trabalhava para outras marcas atrás do balcão, Hannah decidiu se profissionalizar por meio dos cursos do Sebrae. No caso, o Empretec, de formação em empreendedorismo. “Ao invés de pensar que não queria estar ali, vejo que toda a oportunidade de emprego é um passo para frente”, diz ela.

Aprender a fazer os moldes das roupas, montar um site, criar um logo, fotografar as peças (com o celular mesmo), lidar com fornecedores e contratar funcionários foi fundamental para a criação da loja em 2019. “Para me destacar nesse meio, investi em imagem. Chamei minha galera da produção de moda, meus amigos fotógrafos e conseguimos nos posicionar no meio”, conta Hannah, que comemora o crescimento de 60% nas vendas nesses três anos.

Empreender é não é fácil, por isso quanto mais bagagem você tiver antes de inaugurar seu negócio, melhor. Segundo pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor em parceria com o Sebrae, 55,5% das novas empresas criadas nos primeiros dois anos de pandemia foram abertas por mulheres. Porém, estes são os negócios que também tiveram maiores dificuldades de se estabelecer no mercado e, de fato, manter as portas abertas.

Depoimentos e dicas de quem abriu o próprio negócio na moda. Na foto: Hannah Freire (Foto: Acervo pessoal)

Depoimentos e dicas de quem abriu o próprio negócio na moda. Na foto: Hannah Freire (Foto: Acervo pessoal)

A empresa de previsão de tendências WGSN também pensou nesse público e lançou uma plataforma que tem o objetivo de ser um braço direito dos novos empreendedores no setor da moda por meio de planos mensais, que começam em R$ 199.

“Montar um negócio do zero representa inúmeros desafios, principalmente quando não envolve sócios. As etapas para tirar uma empresa do papel são muitas e foi justamente pensando nisso que nasceu a plataforma, com ferramentas que auxiliam na estruturação do negócio e guiam o empreendedor dos primeiros passos ao estágio de maturidade”, explica Luciana Valim, Brand Leader de START by WGSN. Garantir informações e conteúdos de moda simplificados, ferramentas práticas para facilitar o dia a dia, a gestão financeira do negócio, otimizar tempo e investimentos, e guiar o empreendedor a realizar as melhores escolhas e estratégias são os serviços oferecidos pela plataforma.

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Após se dedicar por oito anos em uma área de atuação que nada tem a ver com moda, Ângela Brito decidiu realizar o sonho de ter sua marca. “Quando trabalhava na área tecnológica, um dos objetivos era juntar dinheiro para o curso superior de Moda”, conta ela, que precisou de muita resiliência para lançar a etiqueta que leva o seu nome, em 2014. “Sou mulher negra, africana. Era difícil até conseguir estágio. Por isso, estudei a vida inteira e sabia de todas as etapas e processos [da indústria].”

Ângela nasceu em Cabo Verde e hoje vive no Rio de Janeiro. A ligação que mantém com o seu país é de grande importância, já que suas construções identitárias e imagéticas partem das memórias que cultivou em sua terra natal. Porém, este nunca foi um limite para ela, que se considera cidadã do mundo e em sua estreia no São Paulo Fashion Week, em 2019, foi a única mulher negra no line-up.

Angela Brito (Foto: Divulgação)

Depoimentos e dicas de quem abriu o próprio negócio na moda. Na foto: Ângela Brito (Foto: Divulgação)

Marie Nepomuceno trabalhou 15 anos com produção de moda até decidir montar o brechó online Callma, que tem serviços customizados como curadoria de moda circular e consultoria de estilo. “Fiz [o site] na pandemia, dentro de casa. Fui pesquisar qual plataforma me daria mais recursos, então optei pelo Wix. É um investimento. Você tem que ter o domínio, que precisa de um pagamento anual”, explica.

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Depoimentos e dicas de quem abriu o próprio negócio na moda. Na foto: Marie Nepomuceno (Foto: Acervo pessoal)

Depoimentos e dicas de quem abriu o próprio negócio na moda. Na foto: Marie Nepomuceno (Foto: Acervo pessoal)

Marie entendeu que seu diferencial seria a curadoria de peças de segunda mão, montada a partir do gosto e necessidade do cliente. Sabe aquela amiga que diz que ama looks vintage, mas não tem pique – ou expertise – para garimpar? A produtora de moda se coloca à disposição para fazer esse trabalho enquanto o cliente analisa as escolhas via mensagem. “É imprevisível. Pode ser que não encontre nada que agrade, mas se achar o que o cliente propôs, mando fotos na hora e ele vai aprovando. Garimpo é isso”, explica.

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A designer Toalá se orgulha de seu empreendimento, a Casa das Kapulanas, marca têxtil especializada em tecidos africanos. Criada em 2016, a empresa sustentava-se de forma praticamente analógica e informal, com Toalá fazendo entregas pessoalmente pelos metrôs de São Paulo e expondo as peças em feiras. Em quatro anos de existência, a marca contabilizava apenas 17 vendas pelo site.

“Na primeira campanha digital feita em março de 2020, consegui vender um produto que estava há anos parado no estoque. Vi que aquilo ia dar certo e me dediquei”, lembra ela. Nos meses seguintes, Toalá fez ajustes nas campanhas, passou a investir mensalmente e, agora, recebe em média 160 pedidos por mês. Ela, que tem MBA em Gestão de Negócios, contou que nunca havia voltado o olhar para o digital antes da pandemia.

Toalá (Foto: Divulgação )

Depoimentos e dicas de quem abriu o próprio negócio na moda. Na foto: Toalá (Foto: Divulgação )

“Não dá para focar só no criativo”, reforça Ângela Brito. “É uma empresa. É planejamento, marketing, financeiro. Se eu soubesse tudo isso no início, teria sido melhor. Para que o sonho continue, é preciso vender e, para vender, planejar”, resume.

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Quero abrir meu negócio

Mas como dar o primeiro passo? O Sebrae dá algumas dicas essenciais para iniciar corretamente no mercado de moda:

– Defina o público-alvo

– Conheça o setor

– Tenha um plano de negócios

– Calcule o investimento inicial

– Encontre um lugar

– Estude parceiros

– Formalize o negócio

– Registre a marca

– Esteja atento às novidades.

Para formalizar o negócio, é preciso encontrar o melhor regime tributário, de acordo com a proposta do empreendimento. Cada atividade tem suas exigências legais.

O que é um MEI e quais direitos ele garante?

Criada em 2009, a Lei do Microempreendedor Individual (MEI) tem contribuído para regularizar quem trabalha por conta própria ou quer empreender. É o modelo de negócio mais simples que existe no Brasil. Para se enquadrar nessa modalidade, é necessário atender a algumas condições, como ter um faturamento de no máximo R$ 81 mil por ano, não ser sócio, administrador ou titular de outro empreendimento e não ter mais que um funcionário contratado.

A formalização do MEI acontece por meio do Portal do Empreendedor e é feita 100% online. É necessário informar o CPF, a data de nascimento e o número do título de eleitor ou o comprovante da última declaração de Imposto de Renda pessoa física, se for o caso. Após a emissão de todos os documentos, você poderá emitir notas fiscais por meio do site da prefeitura na qual o endereço da empresa foi registrado.

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Existem diversas ocupações na moda que se enquadram no MEI, entre elas: costureiro (a) de roupa sob medida, alfaiate, mecânico (a) de máquinas de costura, professor (a) de corte e costura, artesãos têxteis ou de bijuterias, comerciantes de roupas, fabricantes de roupas ou de roupas íntimas e customizador (a) de roupas.

Com a formalização, o MEI tem direito a aposentadoria por invalidez e por idade (mulheres aos 60 anos e homens aos 65, com no mínimo 15 anos de contribuição), auxílio-doença e licença-maternidade. Além disso, empréstimos e aquisição de plano privado de saúde podem apresentar descontos para quem se enquadra na categoria.

Fonte revistamarieclaire.globo.com

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