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Projeto de moradores dá vida a praça de Guarujá

Uma praça que servia de depósito informal de lixo se transformou há três anos, no bairro Barra Funda, em Guarujá, e se firmou como área de lazer e cultura. A praça Mário da Silva ganhou vida por meio de moradores, que transformaram o local não só para residentes, mas para quem passa por ali e se encanta com o trabalho dos envolvidos. O espaço deu lugar a uma Feira de Artesanato e ponto de encontro por meio do Projeto Arte na Praça, que promove atividades lúdicas, exposições e celebrações.

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A iniciativa nasceu em 2017, por Clarice Machado, uma das moradoras do bairro, que teve a ideia de oferecer à população e à cidade uma praça organizada e bem cuidada não só no aspecto físico, como no calçamento, bancos e iluminação, mas também para servir como um ponto de interlocução entre os moradores do bairro e o poder público.

“Falar da praça é falar de uma paixão. Eu comecei sozinha e Deus me enviou alguns anjos da vizinhança que vieram me ajudar. Eu fico muito feliz de ver que as pessoas podem sentar e contemplar a natureza, isso é muito importante. Conquistei muitos amigos, companheiros de trabalho”, relembra Clarice.

Após repaginada, o espaço passou a servir como um local de descanso, passeio e apreciação da natureza e, aos fins de semana, os moradores começaram a realizar uma Feira de Artesanato. A iniciativa começou apenas com três expositores em novembro de 2017 e, atualmente, já conta com vários artesãos de diversos ramos.

“A Feira de Artesanato foi uma grande oportunidade de gerar emprego para as pessoas, principalmente para as mulheres, que fazem esse trabalho, mas ficam em casa. Foi um momento de conhecer o comércio de Guarujá e ter uma pequena renda, pois temos artesãos de primeira qualidade aqui na cidade”, explica Clarice, que também é artesã.

Com um ar descontraído, a feira dá lugar a várias intervenções culturais e oferece ao público, de maneira gratuita, oficinas de crochê, flores de papel, origami, cartonagem, decoração de garrafas, dança, palestras, lançamento de livros e apresentações musicais.

Em datas comemorativas como o Carnaval, Páscoa, Festa Junina e Natal, famílias e amigos do bairro se reúnem para celebrações com atividades manuais, lúdicas e de contato com a natureza. Para as festas deste fim de ano, a praça conta com uma iluminação natalina organizada pelos próprios moradores.

Na parte de exposição, são mais de trinta participantes nas áreas de crochê, papelaria, madeira, feltro, cartonagem, E.V.A, costura criativa, saboaria, PVC, bonecas e decoração. Já na parte de alimentação, são vendidos pães, bolos, doces e tortas, tudo feito de maneira artesanal. Durante a pandemia de covid-19, os organizadores estão seguindo os protocolos estabelecidos para o funcionamento da Feira, com uso de máscaras e álcool em gel em todas as bancas.

“É um ambiente com  muito profissionalismo, onde os artesãos têm autorização para expor e estão comprometidos com qualidade, simpatia e gentileza aos visitantes. Reina a paz e a amizade”, comenta Regina Celis Paz, uma das artesãs da feira.