Pular para o conteúdo

Prefeituras da Região do Polo Têxtil negam ter aplicado vacinas vencidas

  • por

Covid-19

Jornal Folha de São Paulo publicou levantamento de doses vencidas, mas prefeituras apontam erro no sistema

Por Pedro Heiderich

02 jul 2021 às 19:53

As prefeituras da RPT (Região do Polo Têxtil) negam ter aplicado vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19) vencidas.

O jornal Folha de São Paulo publicou nesta sexta-feira (2) levantamento de dados oficiais do Ministério da Saúde, no qual aponta que 26 mil doses vencidas teriam sido aplicadas em diversos pontos do País, de oito lotes da AstraZeneca.

Sumaré teria usada 18 vacinas vencidas; prefeitura nega e apura falha no registro – Foto: Divulgação/Prefeitura de Sumaré

No levantamento, de até 19 de junho, na RPT, teriam sido aplicadas 52 doses vencidas. Em Americana, seriam 17, 12 na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Galo, quatro no Jardim Brasil e uma na unidade do Parque Gramado.

Santa Bárbara d’Oeste teria aplicado cinco, Hortolândia dez, Nova Odessa duas e Sumaré 18. As prefeituras foram questionadas pelo LIBERAL e todas negam ter aplicado vacina vencida, alegando problema no sistema motivo da informação equivocada.

Receba as notícias do LIBERAL no WhatsApp

A Vigilância Epidemiológica de Americana realizou contatos com os 17 moradores que teriam recebido as supostas vacinas vencidas e pediu foto do cartão de vacina, onde consta o número do lote.

“Esse número não corresponde ao lote informado no sistema, ou seja, o que houve foi erro de digitação”, informa a pasta.

A Secretaria de Saúde de Santa Bárbara também negou. “A pasta averigua inconsistências no registro das doses citadas, quando as mesmas foram inseridas no sistema oficial de vacinação”, diz em nota.

A Secretaria de Saúde de Sumaré solicitou relatório e afirma que recebeu apenas um lote dos citados, aplicado antes da data do vencimento. A pasta vai apurar se houve problema no registro das informações.

O LIBERAL no seu e-mail: se inscreva na nossa newsletter

A Prefeitura de Nova Odessa disse que se tratam de erros de digitação no Sistema VaciVida, já corrigidos.

“Um dos erros tinha o registro de um lote que nós nunca recebemos. E o segundo foi de registro no hospital: a primeira e a segunda dose foram registradas no sistema no mesmo dia, salvaram as duas com o mesmo lote”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da cidade, Paula Mestriner.

A Prefeitura de Hortolândia negou em nota e cita que recebeu dois dos lotes apontados, “destinados aos profissionais de saúde e idosos, aplicadas dentro do prazo de validade”.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que, por meio do VaciVida, identificou 4.772 registros em 315 municípios que sugerem aplicações dos imunizantes da AstraZeneca após o vencimento.

“As prefeituras estão sendo informadas para constatar se foi erro de digitação do lote ou de data de aplicação”. Caso não tenha sido, deve buscar ativamente os moradores que tomaram a vacina vencida.