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Prefeitura do Sul auxilia empresas a encontrar mão de obra na população de rua

Em repetidas intervenções Assistência Social de Criciúma busca entre moradores de rua mão de obra sem qualificação para preencher vagas na indústria têxtil.

Apesar dos resultados serem pouco animadores a Secretaria de Ação Social de Criciúma, no Sul do Estado, decidiu manter a política de buscar na rua candidatos às vagas de emprego abertas em setores como a indústria têxtil. Foi anunciado para o dia 14 de agosto um mutirão de entrevistas. Para elas os candidatos são preparados a partir de abordagem feita em moradores de rua.

Os mutirões para oferecer vaga de emprego ocorrem após cadastro e notificação prévia dos desempregados. – Foto: Divulgação

Desta vez serão oferecidas 104 vagas disponíveis em oito diferentes setores da indústria. Na ação de mutirão, na praça principal da cidade, o setor de recursos humanos da empresa irá entrevistar os candidatos. A equipe da secretaria vai preparar os candidatos com orientações.

São 25 vagas para trabalhar no setor de lavanderia, 25 para acabamento, 17 para passadora, 15 para expedição, 12 para revisão de peças, oito para recuperação de peças, cinco para corte e uma vaga para manutenção predial. As vagas são para ambos os gêneros e não é necessário ter experiência na área.

A empresa que participará da nova ação participou do Balcão de Empregos, que ocorreu em junho, e ainda tem vagas em aberto.

Este tipo de abordagem passou a ser realizada depois que o prefeito da cidade anunciou que moradores de rua que usarem os serviços de assistência como a casa de passagem terão prazo para encontrar emprego. Caso contrário serão retirados da lista de atendidos regularmente, fato que chegou a gerar polêmica.

Deve se considerar que a população de rua na principal cidade do Sul aumentou muito nos últimos meses.

A primeira medida do governo municipal foi combater o grande número destes que ocupavam as sinaleiras da cidade pedindo algum tipo de ajuda. Entre a população cadastrada chamou a atenção o número de venezuelanos. Segundo o Secretário Municipal de Ação Social, Bruno Ferreira, estes se negam a ocupar vagas de emprego oferecidas.