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Paraná quer ser referência em moda sustentável, inovadora e competitiva

Rota Estratégica
do Setor Têxtil, do Vestuário e de Artefatos de Couro é lançada pelo Sistema
Fiep para apoiar a indústria em seus desafios

Curitiba – Agência Fiep

Estudo aponta ações de curto, médio e longo prazo para que o Paraná se torne referência em moda sustentável, inovadora e competitiva
CRÉDITO: AGÊNCIA FIEP

Os principais fatores
críticos que precisam ser vencidos nos próximos dez anos pelas indústrias
têxtil, do vestuário e de artefatos de couro do Paraná estão compilados na Rota
Estratégica para o Futuro da Indústria do Paraná – 2031, lançada pelo Sistema
Fiep nesta quinta-feira (21 de janeiro).  O estudo aponta ações de curto,
médio e longo prazo para que o Paraná se torne referência em moda sustentável,
inovadora, competitiva e reconhecida internacionalmente.

“Este setor é muito
importante para a economia do Paraná e tem uma grande relevância social por ser
um dos maiores empregadores. É fonte de renda para muitas mulheres e jovens,
sendo o primeiro emprego de muita gente”, destacou o presidente da Fiep, Carlos
Valter Martins Pedro, que fez a abertura do evento de lançamento, que aconteceu
de forma online, transmitido pelo Canal da Indústria, no YouTube. “É obrigação
do Sistema Fiep atuar como indutor do desenvolvimento desse importante setor e
a Rota Estratégica que estamos lançando agora tem esse objetivo”, acrescentou.

Ele reforçou a
participação ativa dos representantes da cadeia produtiva na construção do
documento. Foram 156 participantes entre industriais, profissionais,
estudiosos, representantes dos sindicatos e associações, representantes do
governo, membros do setor acadêmico e lideranças do setor.

Ao todo, foram elencadas
324 ações, de curto, médio e longo prazo.  “Esse trabalho é apenas o
começo e não pode ser perdido, tem que ser colocado em prática. Vamos seguir
com o acompanhamento por parte do Conselho Setorial da Indústria Têxtil, do
Vestuário e de Artefatos de Couro da Fiep, com a participação ativa dos
industriais e demais representantes da cadeia produtiva”, frisou Carlos Valter.

Fatores críticos de
sucesso 

Marília de Souza, gerente
executiva do Observatório Sistema Fiep, que coordenou a pesquisa, disse que o
estudo aponta seis fatores críticos de sucesso para o setor: associativismo,
desenvolvimento do mercado, políticas de estado, recursos humanos,
sustentabilidade e tecnologia e inovação. “São nestas questões que estão
pautadas as tendências e as ações que propomos”, observou.

“O objetivo da Rota
Estratégica é ser um mapa que mostre ao empresário os caminhos a serem seguidos
para que o setor cresça em faturamento, sustentabilidade competitividade e
possa estar inserido em todas as cadeias globais de comércio”, destacou João
Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos do Sistema Fiep.

Diferencial competitivo


O coordenador do
Conselho, Valdir Scalon, que é também presidente do Sindicato da Indústria do
Vestuário de Maringá (Sindvest Maringá), diz que a Rota Estratégica é de grande
importância para balizar a tomada de decisão, contribuir na condução da gestão
empresarial e direcionar investimentos. “Este trabalho deve ser um diferencial
competitivo para a indústria do Paraná”, ressaltou.

Empresários do setor de
todas as regiões do Paraná participaram do lançamento, que foi acompanhado por
cerca de 120 pessoas. Representantes da Associação Brasileira da Indústria
Têxtil (ABIT) também estiveram presentes.

O comércio eletrônico, a
sustentabilidade e a união do setor foram questões destacadas como relevantes.
O empresário Eugênio Rossato, precursor do Arranjo Produtivo Local de Moda
Bebê, em Terra Roxa, no oeste do Paraná, disse que foi a união que fez Terra
Roxa ser reconhecida como a Capital do Moda Bebê.  “Juntos temos mais chance
de vencer os obstáculos”, disse, acrescentando que a Rota Estratégica lançada
pelo Sistema Fiep é fundamental para dar suporte à tomada de decisões do setor.

UNIÃO NA PANDEMIA 

Um exemplo emblemático
de união do setor foi relatado durante o lançamento da Rota Estratégica pelo
empresário Cláudio Delmasquio, vice-presidente do Sindicato das Indústrias do
Vestuário de Apucarana e Vale do Ivai (Sivale) e proprietário da indústria de confecção
Braço Forte Uniformes Profissionais. “A maioria das empresas foi afetada pela
pandemia e com a articulação do Sivale e da Fiep conseguimos fechar um grande
pedido para o fornecimento de 750 mil aventais e cinco milhões de máscaras
cirúrgicas em TNT”, contou. Na época, as fábricas estavam sem trabalho devido
ao cancelamento dos pedidos em função da pandemia no novo coronavírus.

“Com a parceria do
sindicato e da Fiep conseguimos distribuir a produção entre 60 indústrias
associadas que, por sua vez, envolveram outras empresas da cadeia produtiva dos
setores de aviamentos, embalagens e oficinas de costura da região”, disse.
Segundo ele, isso permitiu atravessar o período mais crítico da crise
sanitária. O empresário destacou a atuação da Fiep na compra do tecido que foi
repassado às indústrias e depois ressarcida. A ação rendeu um faturamento de R$
12 milhões para as empresas no período de abril a agosto de 2020 e estimulou o
associativismo, gerando 30 novos associados para o Sivale. “Mas, o mais importante
foi a manutenção de empregos em plena recessão”, frisou.

Ele informou que quatro
indústrias já conseguiram a certificação da Anvisa para dar continuidade à
produção dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), abrindo perspectivas
para a diversificação da produção na região, onde predomina a produção de
bonés.