Para ajudar na produção, fábrica de pano de chão contrata mais de 15 reeducandos

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Em um período no qual a limpeza é primordial na rotina diária, a fábrica de pano de chão e flanelas Algo Bom, localizada em Paulista, Região Metropolitana do Recife, contratou vinte reeducandos para auxiliar na produção dos utensílios. Os novos funcionários são reeeducandos em regime aberto, vinculados ao Patronato Penitenciário, órgão ligado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH); e do semiaberto, acompanhados pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres).

A contratação dos profissionais aconteceu no mês de junho e reforçou os setores de costura e embalagem da fábrica. Eles se juntaram aos 32 que já exercem atividades no parque industrial. 

Maria Ediane Ferreira, 33, é uma das responsáveis pela costura dos panos de chão e flanelas, está no regime aberto e grata pela oportunidade que lhe foi dada. “O trabalho aqui está mudando a minha vida”, diz.    

A fábrica abre as portas para a ressocialização desde 2000, através de convênios de empregabilidade com o Patronato Penitenciário e com a Seres. Atualmente, são 52 apenados trabalhando através de convênios e 16 ex-reeducandos que já concluíram  a pena, foram contratados e estão no regime CLT. “Gosto muito da empresa, ela me deu a oportunidade de progredir de regime, hoje estou na condicional. Foi o primeiro serviço depois que saí da unidade e pretendo continuar neste local”, explica José Lucas, 26.

Para o diretor da Algo Bom, Antônio Carlos Cisneiros, o objetivo maior é reinserir os reeducandos no mercado de trabalho, é dar oportunidades. “O reeducando que trabalha na fábrica, ao final da pena, tem a carteira de trabalho assinada e todos os direitos de acordo com a CLT”, explica. 

O horário de trabalho é de 6h às 16h, e pelos serviços os reeducandos são remunerados com um salário mínimo (R$1.045,00), passagem, alimentação e uma cesta básica.  “Aqui em Pernambuco, seguimos acreditando que a educação e a profissionalização são os principais pilares para a ressocialização”, analisa o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.

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