Paço de Santo André pede aval para financiar R$ 27 milhões com a Caixa – Diário do Grande ABC

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A Prefeitura de Santo André, chefiada por Paulo Serra (PSDB), encaminhou à Câmara projeto que pede autorização legislativa para contrair financiamento junto à Caixa, no âmbito do programa Pró-Cidades, gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, no valor de até R$ 27,38 milhões. Os recursos foram sinalizados pelo governo federal ao município, tendo como objetivo concretizar a operação de construção do espaço físico do parque tecnológico, em discussão desde 2010.

O compromisso da União ocorreu no dia 24 de julho. O governo tucano tenta consolidar a parte burocrática ainda neste segundo semestre. Na justificativa, o Paço descreveu que o montante será destinado para custear a implantação do centro de inovação, projeto âncora de estruturação do parque, que ficará localizado na sede administrativa da antiga Rhodia Têxtil, no bairro Bangu, área adquirida pela Prefeitura próxima à Avenida dos Estados. A gestão local indica entrar com R$ 1,7 milhão de contrapartida, tendo em vista outras obras embutidas no plano.

“Santo André inscreveu seu projeto no referido programa para obtenção de financiamento, na modalidade reabilitação de áreas urbanas. O presente projeto utilizará imóvel público, que, atualmente, está ocioso e degradado, e permitirá a requalificação do entorno do imóvel, com as consequentes adequações urbanas, como calçamento, acessos, praças e ainda com a possibilidade de construção de equipamentos que conectem o futuro centro de inovação a espaços já existentes na proximidade, como o shopping center, hipermercados e à UFABC (Universidade Federal do ABC)”, diz trecho da matéria.

O dinheiro, além do parque, deve abranger também intervenções de sinalização viária, melhorias na iluminação, construção de ciclovia, bicicletários e estacionamentos. Ao todo, o pacote federal do Pró-Cidades envolve R$ 29 milhões. O polo tecnológico foi pensado para ser espécie de incubadora de programas de inovação. A ideia do centro consiste em um espaço com mecanismos e soluções para apoiar o desenvolvimento de empresas em conhecimento. Paulo Serra defendeu, recentemente, que o parque já existe em ambiente virtual. Destacou, contudo, que os recursos virão em hora oportuna, uma vez que emprego será prioridade de 2021, no pós-pandemia.