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Olho nelas! As modelos que são as apostas da Vogue Brasil para 2021 – Vogue

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Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Setembro respira moda, com fashion weeks preenchendo o calendário no circuito Nova York-Londres-Milão-Paris. E mesmo que esta temporada surja em novos formatos híbridos, em sintonia com as incertezas de 2020, celebramos a força da indústria: para nossas capas digitais de setembro, trazemos três modelos que representam um futuro novinho em folha para o mercado e que são aposta da Vogue Brasil para bombarem em 2021.

Allexia De Jesus, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro e vestem a nova coleção da Ginger, neogrife que neste mês se une à causa em prol da Amazônia levantando fundos para o Viveiro Agroflorestal da Casa do Rio e ao fazer do seu e-commerce um facilitador de doações e de compra de mudas de árvores que serão plantadas ao longo da BR 319, no estado do Amazonas.

Abaixo, conheça mais sobre as cover stars e se inspire com suas trajetórias de superação.

Irna Frey

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Para algumas pessoas, escolher uma profissão não é tarefa fácil, enquanto outros (mais sortudos) já praticamente nascem sabendo qual a sua vocação. É o caso de Irna Frey, modelo de Manaus que estampa a capa digital da Vogue de setembro. “Eu já queria ser modelo desde que me entendo por gente. Acho que na barriga da minha mãe eu já queria. Ela conta que, quando pequena, eu pegava um sapato de salto e ficava no espelho me exibindo”, diz de sua casa em São Paulo, cidade onde vive atualmente, para onde se mudou para dedicar-se à carreira.

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Uma vida difícil e marcada por muita resiliência trouxe a manauara até aqui. Sua mãe, Cristiane, trabalhava como taifeira, lavando barcos em Tabatinga. As viagens de barco levavam cinco dias por vez, período pelo qual ela precisava se ausentar de Manaus, ficando longe de Irna e sua irmã. Mãe solo, ela tinha dificuldade de arcar com as despesas da família, que chegou a ser despejada algumas vezes das casas em que moraram.

Irna Frey (Foto: Divulgação )

Irna Frey (Foto: Divulgação )

Em agosto do ano passado, depois de quase dois anos em Manaus, recebeu um convite para participar de uma agência em São Paulo. Na cidade, em outubro passado Irna fez a sua estreia no São Paulo Fashion Week e desde então já estrelou campanhas de grandes marcas nacionais como Tufi Duek e Patricia Bonaldi, além da capa digital da Vogue de setembro.

“Sinto saudades imensas da minha família, mas trabalho para tentar oferecer condições de vida melhores para a minha mãe que é uma guerreira e sempre fez tudo por mim”, diz ela, prestes a completar 19 anos. O clima paulistano, que para ela é muito frio, foi outro grande desafio. “Em Manaus a gente brinca que tem um sol pra cada um, de tão calor”. Ela espera ser uma espécie de porta-voz do Norte, região que ela acha que os próprios brasileiros conhecem pouco. “Já me perguntaram se lá tem telefone, você acredita?”.

Irna Frey (Foto: Divulgação )

Irna Frey (Foto: Divulgação )

Irna Frey (Foto: Divulgação )

Irna Frey (Foto: Divulgação )

Algo que a motiva muito são biografias com histórias de superação, como “Aprendizados: Minha Vida Caminhada Para Uma Vida Com Mais Significado”, de Gisele Bündchen. “Muitas vezes ouvi que eu jamais seria modelo por causa da minha condição econômica e isso me abalava muito, mas nesses momentos de dúvida eu lembro de quem já conquistou o que eu sonho e eu foco nesse objetivo. A Adriana Lima, que veio de condições parecidas com a minha, também é uma grande inspiração”, completa.

Irna também conta que a profissão foi crucial para a sua auto-aceitação. Depois de sofrer bullying na escola por ter cabelo cacheado (ela fez seu primeiro alisamento com química aos 11 anos), passou por uma transição capilar recentemente graças à confiança adquirida com a vida de modelo. Seu próximo passo é tentar a carreira internacional. “Sou grata por cada trabalho, e faço isso porque tenho paixão e também porque quero muito dar uma vida melhor para a minha mãe”.

Allexia

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Aos 22 anos e com apenas 2 de carreira, Allexia de Jesus já sabe o que quer: “o mundo”. Nascida em Eunápolis, município no interior da Bahia, a modelo foi criada pelos avós e teve uma infância simples, mas muito feliz. “Sou de uma cidade muito pequena, cresci em uma rua chamada Praça da Liberdade. Era muito levada, brincava o dia todo. Não fui criada pelos meus pais e sim pelos meus avós paternos, Maria D’ajuda e Renato, desde os 6 meses de vida”, relembra ela que sempre desejou trabalhar como modelo. “Meu pai sempre prezou pelo meu estudo. Nosso combinado era que eu terminasse o ensino médio e aí sim eu poderia seguir meu sonho e ele iria me apoiar”, diz. 

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Irmã de quatro meninos, a única filha mulher sempre desejou uma vida mais próspera. “Minha avó, que eu chamo de mãe, faleceu e deixou um dinheiro para bancar meus estudos. Quando eu decidi que queria modelar, usei essa reserva para ir à Salvador, onde tinham as melhores agências. Lá fui selecionada para uma agência no Rio de Janeiro onde morei por 6 meses. Não consegui nenhum trabalho e foi muito difícil. Decidi ir para São Paulo e foi quando eu realmente comecei a modelar”, conta ela que logo foi selecionada para o que seria seu primeiro trabalho internacional.

Allexia para Paula Raia (Foto: Divulgação @rafaelpavarotti_)

Allexia para Paula Raia (Foto: Divulgação @rafaelpavarotti_)

Agenciada pela Prime Models, Allexia desfilou na temporada de Verão 2020 da Louis Vuitton, em Paris, como top-model exclusiva da grife. “Fui exclusiva da Louis Vuitton em 2019 e foi muito especial. Fiz o show em Paris e a campanha em Londres. Chorei muito, fiquei super emocionada. Foi minha primeira vez no exterior, sem falar o idioma. Já vai fazer um ano, desfilei de novo para a marca e minha ficha ainda não caiu. Fiz o desfile da Prada no começo do ano e até hoje eu não acredito como eu consegui estar naquele time, com tanta gente e sem falar o idioma. Amo o que eu faço, sou super feliz”, dispara ela que antes das passarelas trabalhou como babá e foi vendedora de uma loja de celulares em sua cidade.  “As crianças já devem estar enormes”, lembra.

Allexia lembra que entre as pessoas que mais a incentivaram estão seu pai e seu namorado: “Cair no mundo da moda, foi culpa do meu namorado, Agnelo. Ele diz que sentiu que ia dar certo. Já tinha quebrado muito a cara com essas agências que vão nas cidades e prometem muito para as meninas, mas nada acontece. Estava cansada. Mas minha família sempre me apoio muito. Meu pai é meu fã número 1 e ele me incentivou a estar onde eu estou hoje. Já quis desistir várias vezes. O financeiro não é fácil. Se manter em uma cidade grande sem trabalho no início da carreira é muito difícil. Graças a Deus fiz trabalhos incríveis que me ajudaram muito. Esse ano meu financeiro melhorou e não precisei pedir ajuda para eles ainda.”

Allexia para Louis Vuitton (Foto: Divulgação )

Allexia para Louis Vuitton (Foto: Divulgação )

“A língua foi a maior dificuldade desde o início da carreira. Tentar me comunicar em Paris, Nova York, foi a pior parte. Eles não entendiam o que eu falava [risos]. A solidão também é super difícil. Mexe com o psicológico da gente. Mas meu pai sempre me ensinou a manter o pé no chão, ter humildade, não sentir inveja de ninguém e ter fé em Deus que tudo vai dar certo no momento certo”, completa.

Allexia para Paco Rabanne (Foto: Divulgação )

Allexia para Paco Rabanne (Foto: Divulgação )

Desde março isolada com a família em sua casa na Bahia, ela relembra os momentos difícieis que passou ao lado do pai, 80 anos, que contraiu o coronavírus: “Já venho preparando meu psicológico na mercado da moda desde que fiquei 6 meses parada, sem trabalhos, no Rio de Janeiro. Mas os últimos meses me fizeram ser muito grata a Deus. Fui para casa em março por conta da pandemia e depois de uns 15 dias todos na casa estavam contaminados. Meu pai teve Covid-19 e quase morreu. Ficou internado 15 dias no hospital público e não é fácil. Isso aumentou muito a minha fé.”

Allexia  (Foto: Divulgação )

Allexia (Foto: Divulgação )

Vivendo o sonho, para uma jovem de 22 anos, ela revela que quer ir mais longe: “Meu pai e minha mãe são minhas inspirações de vida. Quando penso em carreira gosto muito de trajetória da Carol Ribeiro, me inspiro muito nela. Eu quero o mundo e temos que ter as pessoas certas ao nosso lado para isso”.

Maria Vitória

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Natural de Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, Maria Vitória desponta com um nome cada vez mais procurado na moda nacional. Aos 19 anos, a jovem de 1.78cm é agenciada pela Prime Model no Brasil, Us3 Management e Next Model Management, responsável pela carreira de nomes conhecidos internacionalmente como Julia Restoin Roitfeld, Alexa Chung e Ana Beatriz Barros.

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

Allexia, Irna Frey e Maria Vitoria estrelam as capas digitais da Vogue Brasil de setembro (Foto: Fernando Tomaz/ Edição: Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira / Produção Executiva: Bernardo da Mata / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88)

A carreira de modelo pegou Mavi, que desejava ser cantora, de surpresa: “estava saindo da escola quando me abordaram na rua para participar de um teste. Passei e vim para São Paulo. Mas eu amo música, sempre fez parte da minha vida, minha mãe é louca por música, cresci cantando”. 

“Foi bem natural minha entrada no mercado e com o tempo fui ganhando amor pela profissão. Ao longo desses anos a parte mais difícil sempre foi ficar longe da família, amo estar perto deles, sou bem apegada”, lembra ela que na adolescencia sofreu bullying na escola por conta do biotipo. “Sofri muito preconceito por ser magra e alta na escola. Olivia Palito, esqueleto, eram apelidos comuns. Foram eles que me deixaram cada vez mais instrospectiva e sempre fui muito tímida por conta dos julgamentos.

Maria Vitória  (Foto: Divulgação)

Maria Vitória Shoot by David Urbanke (Foto: Divulgação)

Maria Vitória  (Foto: Divulgação)

Maria Vitória para Iguatemi (Foto: Divulgação)

Em 2018, Maria Vitória fez sua estreia internacional e recebeu um convite para participar do desfile de alta-costura da Givenchy, em Paris: “Foi icônico. Lembro que estava com um vestido com uma gola bem alta, salto super alto, tínhamos que descer uma escada, foi um combo desafiador, mas muito incrível”, conta. De lá pra cá, a bela já cruzou as passarelas da Jil Sander, Ulla Johnson, Valentino, Christopher Kane, além de estrelar a capa digital da Vogue de setembro.

“Meus pais são minhas maiores inspirações, eles foram muito guerreiros durante toda a vida deles e isso me inspira muito a continuar trabalhando e não desistir dos meus sonhos porque quero dar uma vida melhor para eles. Estou muito feliz e realizada, mas tenho um sonho na minha lista: desfilar para a Versace”, finaliza.

Maria Vitória para Ulla Johnson e Vogue Greece (Foto: Divulgação)

Maria Vitória para Ulla Johnson e Vogue Greece (Foto: Divulgação)

Créditos:

Foto Fernando Tomaz/ Edição Leandro Portos/ Beleza: Will Vieira com produtos Nars Cosmetics/ Produção Executiva: Bernardo da Mata / Produção de Moda: Maria Antonia Valladares / Assistentes de Fotografia:  Marcos Costa e Rafael Monteiro/ Assistente de beleza: Gustavo Rocha / Tratamento de imagem: Chico Duarte / Agradecimentos: Studio Pier 88