Blog, Costura

‘Nenhuma agulha foi entortada’, diz dona de ateliê que teve máquinas de costura furtadas e recuperadas em BH | Minas Gerais

Na manhã desta segunda (30) a professora e empresária Claúdia Torres chegou em seu ateliê, que fica no bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte, e viu uma cena assustadora. A porta do local, onde dá aulas de costura para oito alunas, estava arrombada, vários armários revirados, uma Coca-Cola derramada no chão e o principal: as bancadas estavam livres, seis máquinas de costura haviam desaparecido.

Elas foram furtadas no domingo (29), por dois homens que invadiram o prédio arrombando portões e portas e entraram no ateliê por meio de uma janela.

Porta arrombada do ateliê de costura. — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Os autores passaram horas no ateliê. Imagens do circuito de segurança do prédio mostram que eles chegaram ao meio-dia e só saíram às 11h da noite, de acordo com a dona do local.

Além das máquinas, eles levaram um filtro de água de cristal, um violão e uma escada. Também passaram no quartinho do zelador e furtaram um aspirador e uma máquina de lavar carros.

Autores colocaram os equipamentos furtados dentro de sacos pretos. — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Os bandidos embalaram as máquinas em filmes plásticos, colocaram tudo dentro de sacos pretos e fugiram. Mas menos de 24 horas depois do furto a Polícia Militar recuperou cinco das seis máquinas furtadas. “Eu fiquei impressionada com o capricho deles. Nenhuma agulha foi entortada”, disse Cláudia.

Mas a dona do ateliê ficou mais impressionada com a atuação dos policiais militares. Segundo ela, depois de fazer o boletim de ocorrência os policiais foram muito eficientes em solucionar o caso.

“Parecia que eu tinha contratado um serviço especializado. Eles fizeram perícia, usaram serviço de inteligência, avisavam a cada passo da investigação, quando identificaram os autores, quando encontraram o esconderijo.”

As máquinas estavam escondidas em um matagal, na chamada “Vila Carrapato”, no Aglomerado Santa Lúcia/Morro do Papagaio. Para os policiais os ladrões esconderam as máquinas enquanto buscavam um comprador.

Só uma máquina e o pedal de outra não foram recuperados. O prejuízo até agora está em cerca de 3 mil reais. Mas poderia ser muito maior. Todos os objetos furtados custam cerca de 13 a 15 mil reais. A dona do ateliê está aliviada. “Não teria como repor o prejuízo, ia ter que fechar. Ainda mais nessa pandemia”.

Nesta terça-feira (1º) as alunas do ateliê puderam ter aula normalmente.

Alunas do ateliê de costura do bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte já utilizando as máquinas recuperadas. — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Agora, orientada pela Polícia, a empresária vai instalar um sensor de movimento no corredor do ateliê que emite um alarme e manda uma mensagem no celular dela, para que ela acione as câmeras do local e a Polícia Militar, em caso de necessidade.

Os autores já foram identificados pelos militares, mas ainda continuam foragidos.

Veja os vídeos mais assistidos do G1 Minas nos últimos sete dias: