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Minas 300 anos: Indústria tem força histórica – Primeiro Plano

Desde que Dom João V, então rei de Portugal, determinou a separação das capitanias de São Paulo e Minas do Ouro, em 2 de dezembro de 1720, há exatos 300 anos, o Estado passou a fortalecer o perfil da sua indústria, considerada hoje uma das mais diversificadas e pujantes do país. O segmento da mineração, já encravado no próprio nome das Minas Gerais, puxou a lavra de pioneirismo da indústria mineira.

 

Logo em seguida, seria a vez da indústria têxtil, aponta um dos seus atuais representantes no Estado, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o empresário Flávio Roscoe. “A indústria aqui começou com o segmento da mineração, vindo pouco depois o têxtil. A partir daí, o Estado passou por várias etapas, com a chegada das grandes siderúrgicas, e de outras fábricas, como a Fiat, marcos da história industrial mineira”, pontua.

Parque fabril

Hoje, reforça o presidente da Fiemg, o amplo parque fabril, com vários segmentos relevantes, representa uma grande base de contribuição para a economia do Estado. Tanto que Minas abriga a indústria da transformação com o segundo maior faturamento do país, reforça Flávio Roscoe. O setor, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta semana, gerou um avanço de 23,7% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre deste ano, mesmo com a crise sanitária mundial devido à Covid-19.

 

Desenvolvimento da indústria se entrelaça com a própria história do Estado, mostra a 

série de reportagens Minas 300 Anos 

 

 

 

 

 

 

“Diante do quadro de pandemia, os resultados são positivos. O cenário que aguardávamos era pior”, considera o empresário, ressaltando que o binômio câmbio mais desvalorizado e juros baixos é o principal responsável pela resposta da indústria à atual conjuntura.

Roscoe diz que a indústria sofreu principalmente pelo fechamento do comércio. “Segmentos que dependiam de o varejo estar aberto sofreram muito. Felizmente, governo do Estado manteve a indústria aberta, o que foi muito positivo”, analisa.

Outros segmentos, como a indústria alimentícia, que integra o setor exportador no Estado, de maneira geral, ressalta Flávio Roscoe, mantiveram sua relevância e a produção a todo vapor, para atender à demanda de consumidores ao redor do mundo.

“Acredito que a economia agora vá andar naturalmente, desde que a pandemia arrefeça, que venha a vacina. Vejo a indústria com uma boa sinalização, com os juros baixos e o câmbio desvalorizado. Vai haver um salto de melhora de produtividade e aperfeiçoamento tecnológico”, acredita o empresário.

A indústria 4.0, que segue em Minas o traçado de avanço vislumbrado nos países mais desenvolvidos, abre no Estado, na visão do presidente da Fiemg, a perspectiva de difusão de tecnologias, para a interligação dos parques fabris.

A Fiemg, frisa Roscoe, tem feito um amplo trabalho na defesa dos interesses da indústria mineira, tentando melhorar o ambiente de negócios. Durante esta pandemia, diz, a entidade trabalhou efetivamente para mudanças na legislação, tentando melhorar o ambiente de negócios e a redução da burocracia, essenciais ao bom desempenho da economia.

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