Pular para o conteúdo

Médica reúne voluntários para fabricar e doar máscaras em Vitória

  • por

Máscaras são confeccionadas pelas voluntárias do projeto “Mãos que Protegem”. Crédito: Henriqueta Tereza do Sacramento

Em tempos de pandemia, no meio de tantas notícias preocupantes sobre o avanço do novo coronavírus no Estado e no Brasil, ações de solidariedade ainda restauram o sentimento de união em uma sociedade que enfrenta as adversidades trazidas pela doença. Essas iniciativas conseguem mostrar que os indivíduos, mesmo com todas as circunstâncias e barreiras geográficas, impostas pela necessidade do isolamento social e riscos de contágio, ainda carregam o sentimento de esperança no dia a dia. 

Uma das recomendações do modo de prevenção do contágio do vírus é a utilização de máscaras faciais, equipamento de proteção individual que, para alguns grupos da sociedade, é de difícil acesso. Logo no início do isolamento social, preocupada com a falta do equipamento para a população mais carente do município de Vitória, a médica e mestre em políticas públicas Henriqueta Tereza do Sacramento decidiu criar o grupo “Mãos que Protegem”, composto por voluntários que costuram e doam as máscaras.

“Sendo médica, acompanhei desde o início informações relacionadas às orientações do uso das máscaras de tecido, mas sempre tive um lado de mais preocupação com os indivíduos de maior vulnerabilidade, os quais não teriam acesso aos materiais de proteção. E eu não podia ficar parada diante disso”, ressalta a médica.

E com apenas uma sementinha do bem e alguns convites enviados por meio do aplicativo do WhatsApp, a ação conseguiu crescer e tomar cada vez mais forma. O projeto iniciado no dia 1º de abril, com a confecção de máscaras, conta atualmente com cerca de 26 voluntários costureiras e responsáveis pela logística da ações, que já conseguiram fazer e distribuir cerca de 6 mil máscaras que são presentes em um kit, contendo 3 unidades e um panfleto com informações sobre os cuidados com a higiene dos utensílios.

“Iniciamos os trabalhos com um grupo pequeno, com pessoas que se colocaram disponíveis a participarem do projeto, com sugestões de máscaras, mas sempre com a mesma motivação, juntas para a captação e doação do bem ao outro, sempre focadas na preservação da vida”, destaca.

Atualmente, as máscaras produzidas são doadas para outros grupos de voluntários, presentes na rede de solidariedade, que realizam a entrega dos materiais nos locais de distribuição em Unidades de Saúdes ou diretamente à população, seja em suas casas ou até para a população que vive nas ruas. Até o momento, pelo levantamento realizado pela organizadora, já foram contempladas com a ação as comunidades da região do Centro nos bairros da Piedade, Moscoso e Fonte Grande;  região de Maruípe, em Santo Antônio, no bairro Grande Vitória; Apae Vitória; região de São Pedro e Jesus de Nazareth, assim como pessoas em situação de rua atendidos pelas equipes do SUS e Coletivos voluntários.

Para Henriqueta, o trabalho voluntário em tempos de tantos desafios se tornou um verdadeiro remédio, quando fazer o bem se torna o maior bem, quando em grupo, mesmo que distante fisicamente, todos estão unidos em prol do bem comum da sociedade.

Henriqueta Tereza do Sacramento

Médica e fundadora do “Mãos que Protegem”

“Estar em grupo faz bem, no momento de isolamento quando as pessoas estão sozinhas em casa e, às vezes, nem podem ver os filhos ou os netos, costurar máscaras e fazer parte deste grupo é um pouco terapêutico para as participantes. Percebi na medida que fui ouvindo cada relato”

Máscaras são confeccionadas pelas voluntárias
Máscaras são confeccionadas pelas voluntárias . Crédito: Henriqueta Tereza do Sacramento

SAIBA COMO COLABORAR 

Apesar da distribuição das mais de 6 mil máscaras até o momento, Henriqueta contou que ainda são necessárias doações constantes de materiais como tecidos de algodão, elásticos e linhas, para a confecção das máscaras. Assim como sempre é bem-vinda a chega de novos voluntários no grupo de apoio logístico ou no grupo de costura.

“Ficamos na retaguarda, cuidando do ritmo das ações com a confecção das máscaras para os atores que estão na frente do combate, mas, para o projeto crescer ainda mais, são necessárias doações de materiais”, ressalta.

Para doar ou participar da rede do bem de solidariedade, basta entrar no grupo de apoio logístico, ou no grupo de costura presentes nas redes sociais por meio da página do Facebook o ‘Rede Mãos Que Protegem Vix’ ou pelo Instagram @mãosqueprotegem.vix. Essas ações são essenciais para que a rede de solidariedade possa continuar costurando e apoiando aqueles que mais necessitam.