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Ir embora, suspender atividades ou ficar: as opções das multinacionais em Mianmar

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Loja de informática em Naypyidaw – AFP

Fazer as malas, interromper temporariamente suas atividades ou continuar com elas: as grandes empresas estrangeiras reagem de diferentes formas em Mianmar desde o golpe de Estado promovido pela junta militar em 1º de fevereiro.

Várias ONGs pediram a algumas empresas para revisarem suas atividades em Mianmar, enquanto a repressão do protesto por parte do Exército provocou quase 900 mortes e obrigou outras 200.000 pessoas a deixarem suas casas, segundo a ONU, que na quarta-feira acusou a junta militar de “crimes contra a humanidade”.

– Partir, uma exceção –

O grupo de telecomunicações norueguês Telenor anunciou, nesta quinta-feira, que vai abandonar Mianmar, vendendo sua altamente lucrativa filial local para uma empresa suspeita de manter vínculos com a junta.

A Telenor Myanmar, uma das maiores operadoras no país, com cerca de 18 milhões de assinantes de seu serviço de telefonia móvel, será vendida para o grupo financeiro libanês M1 Group.

Uma decisão que é excepcional entre as grandes empresas estrangeiras.

– Suspender as atividades –

A gigante da energia francesa EDF anunciou a suspensão de um projeto de barragem hidrelétrica de US$ 1,5 bilhão. Em uma carta dirigida à ONG Justice for Myanmar, a EDF informou que “o respeito dos direitos humanos fundamentais constitui uma condição prévia para qualquer projeto da empresa”.

Imediatamente depois do golpe de Estado, a fabricante japonesa de veículos Suzuki interrompeu suas duas fábricas locais, que produziram 13.300 veículos em 2019.

Algumas semanas depois, porém, reabriu as duas fábricas e confirmou que planeja construir uma terceira.

No setor têxtil, a italiana Benetton e a sueca H&M suspenderam qualquer novo pedido procedente de Mianmar.O CEO da Benetton, Massimo Renon, afirmou que queriam “enviar um sinal forte e concreto” com essa suspensão.

No setor energético, a francesa TotalEnergies, estabelecida há muito tempo em Mianmar, tomou uma série de medidas no contexto atual: fim do projeto de desenvolvimento de uma nova refinaria, suspensão das campanhas de exploração e dos pagamentos aos acionistas de um gasoduto, que incluem uma empresa controlada pelo Exército birmanês.

“Condenamos da forma mais enérgica a violência e os abusos contra os direitos humanos que possam (ocorrer) em Mianmar”, declarou no final de maio seu diretor-geral, Patrick Pouyanné. Mas “o mundo não é preto e branco” e “existe um direito internacional que não é emocional”, argumentou para explicar por que continuavam pagando impostos em Mianmar.

– Permanecer –

A empresa hoteleira Accor, que tem nove hotéis em Mianmar e planeja abrir outros seis, afirmou em março que não tem a intenção de abandonar o país, nem de romper com seu sócio local, o Max Myanmar Group.

“O turismo é o último vínculo do povo birmanês com o mundo”, declarou à AFP um porta-voz do grupo.

O grupo de cervejaria japonês Kirin afirmou que iria romper suas relações com o Exército birmanês, com o qual explora duas cervejarias locais, mas não vai se retirar completamente de Mianmar. Este mercado representa 2% do total de suas vendas.

Outra cervejaria, a dinamarquesa Carlsberg, “reduziu sua capacidade” de produção, em um contexto de menor consumo local, sem planejar se retirar.

A fabricante de cigarros britânica BAT, cujos investimentos, atividades e associações envolvem 100.000 funcionários locais, afirma que permanecerá no país com o objetivo principal de manter a segurança e o bem-estar de seus colaboradores.

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