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Idoso sofre acidente de moto, queima os pés e precisa de ajuda para pagar tratamento, em Goiânia | Goiás

Após sofrer queimaduras nos dois pés motivadas por um acidente de trânsito, Luiz Ferreira da Costa, de 68 anos, luta para conseguir ajuda para arcar com o tratamento, em Goiânia. Filha do idoso, a vendedora Karla Barros Ferreira Martins, de 42 anos, afirma que o pai é deficiente físico e se desequilibrou quando o piloto perdeu o controle da moto.

“Ele estava de carona em uma moto, e o condutor perdeu a direção. Com isso, ele se assustou e colocou os pés no chão. Perdeu os sapatos e sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus nas solas dos dois pés”, afirma Karla.

O acidente aconteceu na manhã da última quarta-feira (7), no setor Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo Karla, o condutor do veículo perdeu a direção ao derrapar em um cascalho que estava no meio da rua.

De acordo com a vendedora, ao ser levado para uma unidade de saúde, os médicos responsáveis pelo caso do idoso disseram que ele precisava passar por uma cirurgia devido à gravidade dos ferimentos. Caso contrário, o paciente poderia ter os pés amputados.

O idoso está internado, nesta sexta-feira (8), no Hospital de Queimaduras, onde deve ser operado. A filha dele afirmou que o quadro do pai é grave. Procurada pelo G1 por telefone, às 13h, a unidade de saúde não informou o estado do paciente.

Apesar de ter conseguido a vaga para realizar o procedimento pelo Sistema Unitário de Saúde (SUS), a preocupação da família são os gastos com exames e medicamentos que devem ser assumidos de forma particular. A filha conta que, até mesmo para o exame de risco cirúrgico, precisou da ajuda de parentes para pagar pelo procedimento, que custou R$ 150.

Conforme Karla, o pai recebe uma aposentadoria por invalidez no valor de R$ 1.130, devido ter perdido o movimento de uma das pernas em um outro acidente que sofreu. “Há 8 anos, ele sofreu um acidente de moto, quebrou o joelho e perdeu a rótula. Colocaram uma placa no joelho dele, a perna ficou dura, ele perdeu a mobilidade, então, não dobra. Para voltar a dobrar o joelho, precisava de uma outra cirurgia”, explica.

A filha do casal conta Luiz mora com a esposa, Marli Maria de Barros da Costa, de 65 anos, que é autônoma e tem como única fonte de renda o trabalho de costura. De acordo com Karla, a mãe não conseguiu se aposentar devido não ter conseguido contribuir o tempo necessário com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Assim, o casal conta com pouco mais de R$ 1 mil para pagar os R$ 700 do financiamento da casa, comprar comida e pagar as contas de energia e água, além dos gastos com medicamentos devido aos problemas de saúde que já possuíam.

“Ela tem problemas pulmonares, problema de hérnia de disco. Então, somos só nós para poder ajudar. Se minha mãe consegue trabalho, ela tem dinheiro, se ela não trabalha, não tem. E ela é costureira em casa, faz pequenos consertos, não é muita coisa que ganha. É R$ 10, R$ 20 por conserto”, diz Karla.

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