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Honda WR-V 2021 melhora, mas ainda falta algo

Apresentado no mês passado, a linha 2021 do Honda WR-V chega agora às lojas da marca. O SUV supercompacto teve o visual levemente modificado e, finalmente, ganhou alguns itens que deveriam ser de série desde o lançamento em 2017. O maior porém, para variar, é o preço. Rodamos na versão topo de linha, a EXL e seus R$ 94.700.

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Tivemos um primeiro contato com o utilitário por ruas e rodovias de Brasília que, finalmente, recebe controles de tração e estabilidade e sensores de estacionamento (traseiro e dianteiro). Mas mesmo os mais de R$ 90 mil não foram suficientes para a Honda trocar o ultrapassado painel de instrumentos e colocar uma chave inteligente no SUV.

Pequenas modificações na traseira.

Na linha 2021, o WR-V teve o design levemente redesenhado. Na dianteira, o SUV conta com uma nova grade com desenho horizontal e área cromada mais estreita. Na traseira, o para-choque foi redesenhado e está um pouco maior. O friso superior da placa, antes cromado, agora segue a cor da carroceria e as rodas contam com acabamento escurecido. 

No interior, as mudanças são ainda mais pontuais. A EXL conta com bancos em couro, com novo desenho e costura em prata. O volante ganha um friso e o painel tem apliques em black piano com detalhes cromados. O porém fica pelo ultrapassado painel de instrumentos, que mais lembra um veículo dos anos 1990, a Honda peca em não usar um velocímetro digital. 

Ponto alto

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O “Magic Seat” permite toda uma configuração do interior.

Um dos destaques da cabine é o espaço interno. Mesmo de dimensões supercompactas, o WR-V leva quatro adultos com extremo conforto, um quinto sempre gera aperto, mas nada muito incômodo no caso do SUV. O porta-malas conta com bons 363 litros de capacidade. 

Outro ponto positivo do interior é o sistema de bancos “Magic Seat”, presente no SUV desde o lançamento e em outros modelos da marca. Ele permite diversas configurações, podendo baixar o encosto, levantar o assento, e de forma separada de cada lado. Com isso, é possível acomodar objetos grandes. 

Deveria ser melhor

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O WR-V finalmente ganha sensor de estacionamento, inclusive na dianteira.

Um dos grandes poréns do WR-V era a lista de equipamentos, principalmente na parte da segurança. Com o facelift, a Honda melhorou boa parte dela, mas ainda falta coisa. Pelo menos, agora ele finalmente conta com controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampa. 

Entre os itens da EXL, ela ainda vem com luz de circulação diurna e faróis em LED, câmera de ré, central multimídia com tela de sete polegadas com GPS integrado, ar-condicionado digital e automático, paddle shift, piloto automático, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro e crepuscular, retrovisores externos rebatíveis eletricamente e interno eletrocrômico e seis airbags.

Tem a marca, mas falta o botão de partida, tudo na chave.

Mas por R$ 94.700, ele deveria contar com chave inteligente, com sensor para abrir as portas e dar a partida por meio de botão. O estranho é que no painel, existe uma marca onde deveria ser o botão de ignição. Isso sem falar no painel de instrumentos, que é muito arcaico e em nada condiz com um veículo desse preço. 

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Outros itens que ele poderia ter e que encontramos em diversos veículos até abaixo desse valor são auxiliar de frenagem, mas nem alerta o WR-V tem, sensor de ponto cego seria bem vindo também, assim com freios a disco nas quatro rodas, ele tem apenas na dianteira.

O de sempre 

O conjunto mecânico é o mesmo da linha anterior.

O conjunto mecânico não sofreu nenhuma alteração. O SUV utiliza um motor 1.5 aspirado de 116/115 cavalos e 15,3/15,2kgfm de torque, aliado a uma transmissão automática do tipo CVT com sete marchas virtuais e direção elétrica. 

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A transmissão contínua variável tende a ser monótona e com o WR-V não é diferente. Não espere uma tocada esperta, longe disso. Ele até desenvolve bem, mas não de imediato. Na estrada, se for necessário uma retomada de velocidade, para realizar uma ultrapassagem por exemplo, a sensação é que o carro está se esforçando mais do que deveria. 

O interior quase não foi modificado.

Outro detalhe comum deste tipo de câmbio é o excesso de ruído. Mas neste ponto o WR-V melhorou, o isolamento acústico está bem melhor e, mesmo em giros mais altos, o ruído está mais abafado e não incomoda os ocupantes. Como não há trocas (mesmo com as marchas virtuais), o câmbio é macio e sem trancos. 

Um ponto positivo é a suspensão. O sistema é bem calibrado e permite um rodar muito confortável. Mesmo em pistas com asfalto ruim (coisa que tem aos montes pelo Brasil), ele não repassa as imperfeições do solo para a cabine, deixando a viagem mais tranquila. 

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A opinião do Diário Motor

Honda WR-V 2021.

O WR-V, como quase todo Honda, é um veículo bom, mas peca em diversos pontos, principalmente no preço. O SUV supercompacto tem poucos rivais na categoria, mas o valor esbarra em modelos superiores e até mais modernos. 

Para deixá-lo mais atrativo, a Honda até adicionou itens que faltavam na linha anterior. Mas mesmo o facelift não foi capaz de trocar o painel de instrumentos ultrapassado e reduzir o preço exagerado. O ponto alto é o espaço interno, melhor até que modelos maiores. Vale o teste drive! Nota: 6.

Ficha técnica 

Motor 1.5 e câmbio CVT.

Motor: 1.5

Potência máxima: 116/115cv 

Torque máximo: 15,3/15,2kgfm 

Transmissão: automática CVT

Direção: elétrica

Suspensão: independente na dianteira e semi-independente na traseira

Freios: a disco na dianteira e tambor na traseira

Porta-Malas: 363 litros 

Dimensões (A x L x C x EE): 1.599 x 1.734 x 4.000 x 2.555mm 

Preço: R$ 94.790