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Gata engole agulha de 7 cm, mas é salva por veterinário em São Carlos – cotidiano







Éris precisou passar por uma cirurgia para retirar a agulha do estômago. Foto: Arquivo pessoal

 

Uma gata de dois anos precisou realizar uma cirurgia de urgência após engolir uma agulha de costura com cerca de 7 centímetros na última quinta-feira (5) em São Carlos. 

De acordo com o dono do animal, Murilo Canille, de 22 anos, ele estava mexendo com argila no quintal da sua casa, no Jardim Ipanema, quando o acidente aconteceu. “Eu derrubei um pote e não vi que tinha uma agulha. Ela quis comer a linha da agulha e eu não tinha visto. Quando eu fui tentar pegar, ela correu para embaixo da cama e acabou engolindo”, explicou.  

A gatinha Éris, aparentemente, não sentiu nada após engolir a agulha. “Eu fiquei muito mais assustado do que ela, fiquei desesperado e ela tranquila”, disse.  

Em seguida, ele levou o animal até o hospital veterinário de uma faculdade particular da cidade, mas se assustou com o preço. “Para fazer a cirurgia iria ter que esperar, porque teria que chamar o veterinário pra ver se ele iria fazer. Então só fez o raio-X dela lá. ”  

Com medo do que poderia acontecer com a Éris, Murilo foi até uma clínica particular indicada por sua cunhada. “A gente foi pra lá correndo e ele atendeu na hora. No dia seguinte ela já voltou para casa”, afirmou.   

Murilo com a sua gatinha Éris . Foto: Arquivo pessoal

Cirurgia  

De acordo com o médico veterinário Victor Canhe, que realizou a retirada da agulha, o dono da Éris teve sorte por ter visto ela engolindo o objeto. “Sorte que o dono percebeu e procurou atendimento veterinário, porque se ele não tivesse visto, ou se tivesse negligenciado o atendimento, essa agulha poderia passar do estômago para a alça intestinal, onde poderia ter uma perfuração, uma laceração, porque a ponta da agulha rasga. Então poderia ter uma laceração de intestino, causando um vazamento de fezes na cavidade, o que poderia, inclusive, levar o animal a morte”, explicou.  

Ainda segundo o veterinário, o método menos invasivo para a retirada da agulha seria realizar uma endoscopia, mas como o Murilo também quis castrar a gata, ele optou por fazer uma cirurgia. “Então, para não submeter a gata a duas anestesias, nós optamos por fazer uma única anestesia, já fazer a retirada da agulha do estômago e aproveitar para fazer a castração. ”  

“Foi tudo bem, nós fizemos um método que não foi nem um pouco invasivo para o estômago, porque, já com o animal aberto, eu localizei a agulha dentro do estômago através de apalpação. Eu apenas forcei ela [a agulha] de dentro para fora e ela saiu por um furo microscópico. Não ficou lesão nenhuma “, complementou. 

Orientação  

Caso alguém veja um animal ingerindo algum objeto como aconteceu com a gatinha Éris, Canhe alerta que não é correto tentar fazer o bicho vomitar. “Quando o objeto ainda está dentro da boca do animal, você pode tentar tirar. Mas a partir do momento que o animal engoliu, que passou da garganta, eu não recomendo tentar forçar a vomitar ou enfiar a mão na garganta do animal. ”  

“Se passou da garganta para o estômago, eu recomendo procurar atendimento veterinário, porque aí nós fazemos os exames necessários”, orientou.