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Foi dada a largada – Folha da Região

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Seguindo as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), partidos e lideranças políticas de Araçatuba e região iniciam a semana no clima das convenções que vão definir e encaminhar as candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereadores. Tudo deve estar delineado até o dia 16 de setembro. Como não poderia deixar de ser, a pandemia do coronavírus, diante da necessidade de evitar aglomerações e atenuar riscos de contaminação, vai interferir diretamente na programação de reuniões em que serão discutidos apoios e estratégias eleitorais.

A tradicional costura eleitoral que antecede as campanhas é uma passagem decisiva para a elaboração de esquemas de trabalho das equipes e a divulgação de propostas de governo. Os tradicionais encontros presenciais, às vezes barulhentos, às vezes até secretos, desta vez terão de seguir regras específicas. De imediato, a tendência é que essas reuniões sejam feitas em ambiente virtual, pela internet, ou pelo menos de maneira híbrida. Qualquer deslize nesse sentido, aliás, pode até virar uma contrapropaganda, e mais prejudicar do que ajudar o candidato.

É de se esperar, portanto, que os líderes partidários e candidatos diversos tenham a consciência de que em primeiro lugar deve estar a segurança das pessoas, incluindo o batalhão de contratados para trabalhar nas campanhas. Obviamente, o mesmo vale relativamente à preparação para o dia da eleição, inclusive na atuação de profissionais destacados pela Justiça Eleitoral. Estão em jogo tanto a questão da segurança da equipe de organização das eleições quanto o eleitorado, num momento que ainda vai requerer muitos cuidados.

A forma como cada equipe e candidaturas vão lidar com a pandemia será, na verdade, mais um elemento a ser avaliado pelo eleitor no momento de depositar seu voto na urna, em novembro. Com certeza vai cair no conceito do eleitorado o candidato que se arriscar a atropelar regras na ânsia de fazer campanha. Afinal, se não consegue respeitar nem uma situação calamitosa como essa, que atingiu e ainda atinge todo o planeta, tal candidato passará recibo antecipado de incompetência e irresponsabilidade.

Nunca é demais destacar, a propósito, que a crise do coronavírus é um fenômeno mundial, com resultados devastadores inclusive para as maiores economias do planeta. Igualmente é importante não esquecer que ações locais podem fazer toda a diferença, para o bem ou para o mal, e isso também deve pesar na escolha do eleitor. Efeitos colaterais, lamentavelmente, são inevitáveis. Ao cidadão-eleitor-contribuinte, enfim, cabe observar que diante da grave situação que assola o planeta é sempre preferível o excesso de zelo à omissão.