Fiern confirma descredenciamento de fábricas pela Hering e defende busca por novas empresas

  • por

A gigante do setor de vestuário Hering está descredenciando oficinas de costura que funcionam no interior do Rio Grande do Norte e produziam peças para a empresa. De acordo com a Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (Fiern), houve a tentativa de fazer com que a empresa permanecesse com os contratos no estado, mas não houve sinalização positiva por parte da Hering.

Créditos: Adriano AbreuFacções têxteis no interior do RN foram descredenciadas pela Hering

Desde 2013 houve um incentivo mais amplo às pequenas fábricas de confecções pelo interior potiguar, que atuavam para fornecer produtos a grandes empresas do setor de vestuário. A Henring era uma delas. Contudo, com a crise financeira agravada pela pandemia do novo coronavírus, a empresa decidiu fazer o descredenciamento das oficinas de costura no interior.

“Lamentavelmente, a diretoria da Hering noticiou os prejuízos que já vinham ocorrendo agravados, significativamente, pelo fechamento das lojas – em todo o Brasil – em razão da pandemia da Covid-19, considerando que a maioria estava localizada em ambientes de shoppings centers. Quem decide, de fato, o tamanho da produção de qualquer empresa é o mercado. Não é possível uma intervenção. O que era possível feito feito: a Fiern procurou a empresa, fez o apelo, apresentou meios para apiá-la. Aliás, assim tem sido feito em relação a todas as empresas que se interessam pelo Rio Grande do Norte”, disse a Fiern, em nota.

Segundo a Fiern, está ocorrendo o apoio da entidade e do Senai na prospecção de novos clientes para as oficinas de costura do interior e, inclusive, empresas pernambucanas e cearenses estão em tratativas para a compra desses serviços. Por isso, no entendimento da Fiern, o momento é de buscar cada vez mais parceiros.

“Se a Hering, por razões de mercado, está reposicionando seu negocio, devemos conjuntamente procurar novos clientes para as oficinas de costuras que são células estratégicas e relevantes para a geração de emprego e renda, indispensáveis ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte.