Fábrica de máscaras completa 50 dias com produção a todo vapor

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Inaugurado no dia 6 de maio, o Centro Emergencial de Produção de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) está a todo vapor – (Foto: Prefeitura de Campo Grande)

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Inaugurado no dia 6 de maio, o Centro Emergencial de Produção de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) está a todo vapor. Improvisada temporariamente para confeccionar máscaras, a Incubadora Municipal “Mário Covas”, destinada a atender incubados do segmento Têxtil e Moda, está com as salas ocupadas por máquinas de costura e mulheres empenhadas em fabricar o maior número possível de máscaras, por dia.

Em parceria com a Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande), foram contratadas temporariamente 69 costureiras. Divididas em dois turnos, cada profissional chega a produzir, em média, 175 máscaras em TNT, por dia, que ao final do expediente somam 12.075 unidades. A equipe conta com o apoio de três professores e duas pessoas no suporte operacional.

Projetado para funcionar por três meses (maio, junho e julho), os EPIs serão destinados as secretarias municipais, que farão a distribuição do material conforme a necessidade de cada pasta.

A estrutura do local foi desenvolvida conforme orientações de prevenção ao coronavírus. Em salas bem arejadas, as mesas das costureiras seguem o distanciamento social determinado e todas usam máscaras de proteção fabricadas por elas mesmas.

OPORTUNIDADE

A estudante Ruth Gabriela de Sousa Vieira, de 24 anos, moradora da comunidade indígena Marçal de Souza, em Campo Grande, sonha em ser enfermeira. Enquanto esse dia não chega, a jovem encontrou na pandemia uma oportunidade de emprego.

“Uma amiga me avisou que estavam contratando temporariamente para fabricar máscaras. Avisei minha tia, que é costureira, e levamos o currículo. Após três dias me ligaram dizendo que fomos selecionadas”, relembra.

Em época onde a crise econômica vem assustando as pessoas, onde o índice de desemprego só aumenta devido a pandemia, Ruth comemora. “Acredito que foi Deus que abençoou a mim e minha tia com esse emprego”. As duas estavam desempregadas.

Junto com a oportunidade de ter uma renda, surge em Ruth o sentimento de humanização, como ela mesma define. “Eu me sinto grata, pois esse emprego apareceu no momento que eu mais precisava, e com ele, posso retribuir em forma de máscaras. É muito gratificante”, finaliza.

 

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