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Empresa têxtil insolvente de Vila do Conde selada para garantir património

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A empresa têxtil Azincon, de Vila do Conde, distrito do Porto, que em agosto entrou em processo de insolvência, foi esta sexta-feira selada por ordem judicial, de modo a garantir integridade do recheio, informou uma representante dos trabalhadores.

A medida permitirá ao administrador de insolvência nomeado encetar as diligências para salvaguardar o património, nomeadamente as máquinas de trabalho, e aferir as condições que conduziram à falência da firma.

Esta manhã, o administrador teve a colaboração de funcionárias da empresa para catalogar as máquinas, tendo, também, permitido que as trabalhadoras resgatassem alguns dos seus objetos pessoais, que ainda se encontravam dentro das instalações.

Estiveram três funcionárias a dar informações sobre as máquinas para o administrador de insolvência. Não podemos afirmar que falta equipamento, mas também não podemos dizer que estão lá todos. A informação que nos deram é que a empresa será hoje lacrada”, explicou Carina Ferreira, porta-voz dos trabalhadores.

A representante considera que está em causa uma “insolvência danosa”, não acreditando nas informações que dão conta que a proprietária tenha vendido as máquinas da empresa a um dos filhos, antes do processo de insolvência.

O inventário da fábrica é muito importante, pois sem o que está lá dentro não será possível pagar o que as trabalhadoras têm direito depois de tantos anos de trabalho”, disse Carina Ferreira.

A funcionária espera que o “tribunal faça justiça”, considerando que “não se podem repetir situações como esta em que mais de 130 trabalhadores vão para o desemprego”.

A situação de empresa Azincon, e os respetivos despedimentos, tinha sido denunciada, pelo PCP/Vila do Conde, que revelou que os trabalhadores, na maioria mulheres, ainda não tinham recebido os salários de julho e agosto e as respetivas indemnizações.

O Partido Comunista denunciou, ainda, que a empresa “procurou livrar-se de material e máquinas nos meses anteriores a este encerramento”.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reação da empresa.

O Bloco de Esquerda instou o Governo a tomar “medidas urgentes” para apoiar os 133 trabalhadores despedidos.

A Câmara de Vila do Conde, após uma reunião com um grupo de trabalhadores e representantes do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFO), garantiu apoio social e a criação de uma linha especial de atendimento para responder às necessidades dos funcionários que ficaram sem o emprego.

O grupo parlamentar do Partido Socialista na Assembleia de República anunciou que vai averiguar “a legitimidade e boa-fé do processo de insolvência” da empresa.

Para o dia 07 de outubro está agendada uma assembleia de credores.




/ Publicado por MM