Empregos formais aumentam no Paraná, mas remuneração diminui

  • por

Foto: Agência Brasil

O Paraná teve um crescimento no número de trabalhadores formais em 15 atividades econômicas em 2019, entre 25 monitoradas pela Relação Anual de Informações Sociais do Ministério da Economia. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (4), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Os subsetores que mais geraram empregos no ano passado foram administradoras de imóveis, valores mobiliários, serviços técnicos profissionais, auxiliar de atividade econômica (25.072), indústria de alimentos e bebidas (19.769), construção civil (14.867), comércio varejista (12.815), comércio atacadista (7.528) e transporte e comunicações (7.286).

Segundo o economista do DIEESE, Fabiano Camargo, o crescimento ainda é insuficiente para recuperar os empregos perdidos.

Por outro lado, os setores que mais perderam postos de trabalho formais foram indústria da madeira e mobiliário (-4.055), agropecuária (-3.665), indústria têxtil (- 1.936), indústria do material elétrico e de comunicações (-902) e indústria metalúrgica (-668).

Dos 399 municípios paranaenses, 236 apresentaram geração de empregos, o que representa 59,1% do total. Quatro municípios apresentaram saldo zero, e 159 municípios tiveram perda de empregos.

Curitiba é a cidade que mais gerou empregos formais no Paraná no ano passado, foram 34.297 postos. Mas o número não é animador, conforme o economista do DIEESE.

Embora exista um aumento no número de vagas formais, a remuneração média no Paraná caiu para R$ 662,51, menos que o salário mínimo nacional que é de R$ 1.045.

O economista do DIEESE reforça que esses dados são do ano passado e não incluem o impacto da pandemia de Covid-19. Ele também destaca que os números trazem apenas os empregos formais, não considerando os profissionais autônomos.

Repórter Francielly Azevedo