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Empreendedora bomba vendendo cama para gato pela internet na pandemia e abre loja física – Pequenas Empresas Grandes Negócios

Faz cinco anos que a empreendedora Andrea Cosentino, 46 anos, deu o pulo do gato no empreendedorismo pet. Ela fundou a Bigodiva, marca de acessórios para gatos que cresceu mais de 150% em plena pandemia, com vendas pela internet, e que abriu a primeira loja física em São Paulo, no primeiro semestre Agora, a projeção é faturar R$ 400 mil neste ano.

Andrea Cosentino, fundadora da Bigodiva: empresa nasceu vendendo camas suspensas para gatos (Foto: Divulgação)

Andrea Cosentino, fundadora da Bigodiva: empresa nasceu vendendo camas suspensas para gatos (Foto: Divulgação)

Há pouco mais de dez anos, empreender com gatos nem passava pela cabeça de Cosentino. Ela se formou em turismo e trabalhou por muitos anos em navios fora do país. Em 2010, resolveu mudar de área e foi trabalhar com recursos humanos em multinacionais. Seis anos depois, foi demitida e decidiu que não queria mais voltar para o mundo corporativo. “Estava na fase dos 40, decidi que ia procurar outra coisa para fazer.”

À essa altura, ela já tinha se tornado uma “gateira” e decidiu que tiraria um período sabático para ajudar bichanos sem lar e se voluntariar em ONGs de acolhimento de gatinhos. “Comecei a descobrir o que era ‘gatificação’, deixar a casa mais bacana para os gatos. Eu tinha muitas referências internacionais, mas pouca coisa era feita por aqui na época.”

Por hobby, Cosentino desenvolveu uma cama suspensa para gatos, e que pode ser afixada à janela. Ela diz que começou a receber pedidos das colegas da ONG e fazia tudo artesanalmente, de presente. A história mudou quando uma das maiores ONGs de São Paulo a chamou para participar de um bazar. Ela fez cerca de 100 caminhas e 60 tocas para gatos e vendeu tudo em menos de seis horas. “Ali eu percebi que tinha um negócio.”

Cama suspensa para gatos desenvolvida pela Bigodiva (Foto: Divulgação)

Cama suspensa para gatos desenvolvida pela Bigodiva (Foto: Divulgação)

Depois daquele dia, ela abriu uma empresa e registrou a marca Bigodiva e a patente de sua principal criação. Ela participou de feiras do setor e, inclusive, chegou a conceder entrevista para o programa de TV de PEGN, na ocasião. “Na época eu estava fazendo tudo na minha garagem, em Santos (SP), só com uma máquina de costura caseira. Tinha acabado de contratar outra costureira.”

Cosentino começou a vender no atacado e chegou a pet shops em 19 estados brasileiros. Em 2019, tomou a decisão de se mudar para São Paulo, para ficar mais próxima de fornecedores, distribuição e dos clientes. Ela já tinha planos de abrir uma loja, mas as vendas para consumidores finais ainda eram parte irrisória do faturamento da marca.

Tudo mudou com a chegada da pandemia. “Os pet shops fecharam, e eu não consegui mais vender. Só itens de primeira necessidade, como ração e areia, saíam. Acessórios não. Nos primeiros meses, perdemos mais da metade do nosso faturamento.” Foi então que ela buscou uma consultoria para ajudá-la a chegar até o consumidor final: era hora de apostar as fichas no digital.

A Bigodiva passou a investir em redes sociais, principalmente no Instagram — que se tornou a sua principal vitrine —, aprimoramento no Google e anúncios em marketplaces. Com isso, as vendas saltaram 150% em 2020 em relação a 2019. “Era um mercado que eu ignorava.”

Showroom da Bigodiva, inaugurado em maio de 2021 (Foto: Divulgação)

Showroom da Bigodiva, inaugurado em maio de 2021 (Foto: Divulgação)

Os resultados refletem o próprio mercado pet ao longo da pandemia. Em 2020, o setor faturou R$ 40,8 bilhões, cerca de 15,5% a mais do que em 2019, segundo cálculo realizado pelo Instituto Pet Brasil. O Radar Pet 2021, divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan), em julho, apontou que 30% dos pets analisados pelo estudo (cerca de 1.600) foram adquiridos desde o início da crise sanitária — olhando apenas para gatos, o índice sobe para 37%.

Agora, mesmo com os estabelecimentos já reabertos, a venda direta para o consumidor da Bigodiva representa cerca de 60% do total. O entusiasmo fez com que ela abrisse o primeiro showroom físico da marca, em maio, na zona sul de São Paulo, para que os clientes possam conhecer os produtos antes de comprá-los.

Um dos próximos lançamentos da Bigodiva: peitoral com led para gatos (Foto: Divulgação)

Um dos próximos lançamentos da Bigodiva: peitoral com led para gatos (Foto: Divulgação)

O próximo passo de Cosentino é se estruturar para manter o negócio vantajoso para os pet shops, com políticas de preços e condições diferenciadas de venda. O tíquete-médio de compras feitas pelos consumidores é em torno de R$ 280, enquanto nas vendas comerciais a média é de R$ 2.500.

Além dos canais de venda, outra estratégia da Bigodiva foi continuar lançando produtos. Na próxima semana, chegam às prateleiras virtuais e físicas o peitoral (uma espécie de coleira para gatos, mas que veste todo o tronco do bichano) com led. “É para não perder o gatinho mesmo, vai dar para ver de longe.”

Os produtos com mais venda continuam sendo as caminhas. De acordo com a empreendedora, são itens com recorrência alta, pois os tutores costumam ter mais de um gatinho. Ela é prova viva disso: hoje, Cosentino tem quatro animais.Três mais novos, que ficam em casa, e a mais velha, Teby, de 13 anos, que deu origem a todo o negócio — e fica na empresa o dia todo, com a empreendedora.

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Fonte revistapegn.globo.com

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