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EDITORIAL – Os desafios da indústria

Em meio a um cenário ainda de incertezas para muitos setores da economia, a retomada diante da crise do novo coronavírus parece se consolidar ao menos para a indústria brasileira. De acordo com sondagem publicada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) na última sexta-feira (19), a produção industrial brasileira registrou, em outubro, sua quinta alta consecutiva no relatório mensal. O  índice medido no mês foi de 58,3 pontos.

A indústria é ainda responsável por segurar as rédeas do desemprego no país. O índice que mede a evolução do número de empregados ficou em 54,9 pontos. É o terceiro mês seguido de alta. De acordo com a CNI, valores acima de 50 indicam aumento da produção e do emprego frente ao mês anterior. Quando abaixo, indica queda.

Entre os segmentos, a produção de alimentos tem forte destaque. No Paraná, o crescimento da indústria alimentícia foi de 9,4% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado. O mês de setembro trouxe o melhor resultado para o setor, com crescimento de 18,2% com relação a setembro de 2019.

Os bons resultados, no entanto, são acompanhados por duas ponderações feitas por especialistas. A tendência de estabilização e a falta de insumos em alguns segmentos. 

Com relação às expectativas para os próximos seis meses, a pesquisa da CNI aponta que, em novembro, os empresários se mantêm otimistas, mas em um nível pouco menor do que o registrado em outubro. De acordo com a CNI essa queda pode ser explicada por uma acomodação ocorrida após “rápida recuperação dos efeitos da pandemia”.

Uma das mais afetadas pela pandemia, a indústria têxtil também segue em ritmo de recuperação, mas a falta de matéria-prima e insumos é o gargalo do momento. Produtos da China estão levando até 120 dias para chegar ao País. A Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) espera que a situação se normalize nos próximos três meses.

É de extrema importância a garantia de uma atenção especial à indústria neste momento em que o setor funciona como um bote salva vidas para a economia brasileira. Superar esses desafios neste momento tão delicado significa a redução de brasileiros desempregados e de famílias lançadas à situação de vulnerabilidade. 

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