Economista Célio Fernando vê esgotamento dos incentivos fiscais – Egídio Serpa

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Na opinião do economista cearense Célio Fernando – da BFA Assessoria em Finanças e Negócios, com sede em Fortaleza e clientes no Ceará e em vários estados do País –  “há, claramente, um esgotamento dos incentivos fiscais pela ineficiência das finanças públicas, principalmente pela falta de seletividade do gasto, das despesas e dos investimentos, como também da forma minimalista da arrecadação, no que resulta a incapacidade de sustentação do investimento público produtivo”. 

Ele expõe seu ponto de vista: 

“A indústria cearense deve seguir com um olhar competitivo internacional, abrindo novos canais para o seu crescimento e sustentabilidade. O foco deve ser uma plataforma robusta de tecnologia, mão de obra qualificada e redesenho de processos para ampliar a escala de negócios e rever objetivos. A integração de cadeias é chave nessa nova perspectiva, vertical ou horizontal. 

“O capital financeiro é base, não somente no financiamento via crédito bancário e lançamento de títulos privados de dívida, debêntures, como também na busca de capitalização por fundos de ‘private equity’ ou por ofertas públicas de ações. Nesse caminho, o mercado pode ter o Estado complementar, nos chamados incentivos econômicos (infraestrutura logística, capacitação de mão de obra e outros)”. 

Nestes tempos de Covid, é bom sempre respirar fundo para testar os pulmões. Célio Fernando o faz, e prossegue: 

“A excelência é vocacionada por cadeias alavancadoras. No Ceará, destacam-se as de energias renováveis, logística, saúde, alimentos, agronegócio, TI e construção civil. 

“A inovação é necessária para os setores têxtil e calçadista, geradores intensivos de mão de obra, que podem agregar valor reinventando-se na moda em suas cadeias produtivas. Vale observar os ‘hyperclusters’ (integração de cadeias produtivas) da Economia do Mar e da Economia Criativa, transversais e importantes no novo desenho da indústria cearense. 

“Neste campo, destaco o trabalho desenvolvido pela Fiec, na área da Inteligência de Negócios, e da Sedet na promoção e atração de investimentos”. 

A coluna perguntou a Célio Fernando: Inovar ou morrer? 

Ele respondeu: “Inovar, claro! Hoje sempre”. 

  

IMPOSTOS

Acredite: a Sovos, empresa de atuação mundial, especializada em oferecer soluções para as complexidades da transformação digital de impostos, informa que, de março para cá, ou seja, em pleno período de pandemia da Covid, houve 500 mudanças na legislação tributária no Brasil, nos níveis federal, estadual e municipal. 

Resumindo: além da insegurança jurídica, as empresas brasileiras também enfrentam a insegurança fiscal, o que eleva o chamado Risco Brasil.

 

MARQUISE

Criada há 12 anos pela Odebrecht e com sede em Salvador, a CRT Bahia, empresa de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos domésticos e industriais, foi adquirida pelo cearense Grupo Marquise, dos sócios Erivaldo Arrais e José Carlos Pontes.

A Marquise também atua nessa área em várias grandes cidades do País, inclusive São Paulo.

FRUTAS

Segunda-feira, 16, na Adece, reunir-se-á a Câmara Setorial da Fruticultura. 

Pauta: eleição do núcleo central da Câmara, constituído do presidente, vice-presidente e secretário-geral. 

O atual presidente é o empresário Edson Brok, que produz banana na Chapada do Apodi.

ELEIÇÃO

Amanhã, 15 de novembro, outra vez a população será chamada para eleger seus prefeitos e vereadores.

A democracia estará sendo plenamente exercida.

Em Fortaleza, conforme as pesquisas, a decisão irá para o segundo turno.

AlÔ, ENEL!!!

Faz seis dias que a fazenda Bom Desejo, no município de Boa Viagem, está sem energia elétrica.

Seu proprietário, Salim Bayde Filho, já fez vários apelos à Enel, e até onten, nenhum havia sido atendido.

Bayde relata os prejuízos, porque, sem energia, não pode resfriar o leite produzido na fazenda e fornecido à Betânia Lácteos.

“Eu já liguei umas 409 vezes para a Enel e eles prometem que vão, que vão, que vão, mas não vão”, reclama o fazendeiro.