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‘Dior and Roses’: tudo sobre o novo livro que explora a criatividade e inspirações de Christian Dior – Vogue

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Capa do livro Dior and Roses (Foto: Association Willy Maywald/ Adagp, Paris 2021 /©Tierney Gearon /©Laziz Hamani /©René Gruau /©Dior /©Henry Clarke, Musée Galliera / Adagp, Paris 2021 / Divulgação)

“Até dezembro de 1946, por conta da guerra e de seus uniformes, as mulheres ainda se pareciam e se vestiam como amazonas. Mas criei roupas para mulheres que se parecem com flores”, contou Christian Dior em sua autobiografia, ao descrever o nascimento do New Look, em fevereiro de 1947, que a partir de então se tornou sua assinatura na história da moda.

A declaração também revela outro ponto fundamental da produção criativa do designer francês: sua paixão por flores, em especial, as rosas, que aprendeu a adorar desde a infância. Para jogar mais luz sobre essa profunda e delicada relação, a Rizzoli lança neste mês de junho o livro Dior and Roses, a partir da mostra de mesmo nome que ocupa o Musée Christian Dior, em Granville, na França, até 31 de outubro.

A exposição não ocorre em Granville por acaso – foi lá, na mesma casa e nos mesmos jardins de rosas onde hoje está instalado o museu, que a obsessão de Dior pela flor começou, quando as cultivava ali com sua mãe, Madeleine, e a irmã Catherine. “Como estilista, ele reproduziu as formas da rosa e empregou em suas criações seus infinitos tons de cor. Como criador de perfumes, ele as misturou com muitos outros aromas”, defende Brigitte Richart, curadora do museu em Granville. 

Falando em Maria Grazia, o livro, disponível no Brasil via Amazon e nas livrarias especializadas, também se dedica a explorar a presença da flor e suas cores no trabalho dos estilistas que comandaram a marca depois de Christian Dior. No caso de Maria Grazia, estão lá peças como o vestido de organza Jardin Fleuri, da coleção de alta-costura primavera-verão 2017 e outro em tule do prêt-à-porter primavera-verão 2020.

Raf Simons, seu antecessor, também bebeu da mesma fonte, como deixa claro look da coleção de haute couture outono-inverno 2021, que figura entre os destaques, assim como John Galliano, Gianfranco Ferré, Marc Bohan e Yves Saint Laurent, que herdou o controle criativo da maison após a morte do mentor em 1957. “Cada uma sua maneira, todos interpretaram essa paixão de Dior, com talento e em sintonia com seu tempo”, conclui a curadora.

Este é um trecho da matéria Eu vejo flores em você que recheia a Vogue de junho/julho. A revista está disponível no app Globo Mais, nas redes de supermercados St. Marche e Zaffari e também nas melhores bancas de jornais, em todo o Brasil.