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Diário de Petrópolis

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Edição: sexta-feira, 18 de setembro de 2020


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Diário Automóveis

COLUNA

 

Hatchback compacto traz a nova identidade visual da marca, com logo diferente e Fiat Flag, e novos conteúdos na Série S-Design

EG Enio Greco/Portal Vrum
 

 Fiat Argo HGT 2021(foto: Fiat/Divulgação)

  

O Fiat Argo pode não ser o modelo mais vendido no segmento de hatches compactos, mas a montadora vê motivos para comemorar as mais de 200 mil unidades vendidas no mercado brasileiro. E para comemorar, a Fiat acaba de lançar a linha 2021 do Argo, que incorpora a nova identidade visual da marca, focada especificamente na logotipia. Além disso, o hatch mantém a boa relação custo/benefício, trazendo algumas novidades na lista de equipamentos.

Desde que foi lançado em 2017, o Fiat Argo vem aumentando sua participação no mercado brasileiro. Atualmente, no ranking geral ele é o sétimo modelo mais vendido, e no segmento de hatches compactos premium está na quarta posição. A linha 2021 chega trazendo o novo logo Script, que é o nome Fiat em letras grandes, e a Fiat Flag, pequena bandeira com as cores da Itália, ambos na grade frontal. Esses novos elementos visuais foram introduzidos na linha Fiat com a nova Strada.
 

 Fiat Argo HGT 2021(foto: Fiat/Divulgação)

O logo Script também pode ser visto no centro da nova calota na versão de entrada e nas rodas de alumínio do modelo, e, no interior, no centro do volante, no cluster e na tela de boas-vindas da central multimídia Uconnect de sete polegadas, que passa a ser equipamento de série desde a versão Drive 1.0. Já a Fiat Flag também pode ser vista no câmbio.

CONTEÚDO O Fiat Argo 1.0, versão de entrada do hatch (R$ 53.990), traz entre os principais itens de série direção com assistência elétrica, ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, alarme antifurto e travas elétricas, chave canivete com telecomando para abertura de portas, gancho universal para fixação de cadeira criança (Isofix) e volante com regulagem de altura. Na linha 2021 ganha calotas com novo design e opcionais que começam com predisposição para som com antena, dois alto-falantes dianteiros e traseiros e dois tweeters, além de limpador e desembaçador do vidro traseiro. 

 

 Fiat Argo Drive 1.3 2021(foto: Fiat/Divulgação)

A segunda versão, a Drive 1.0 (R$ 58.890) acrescenta banco do motorista com regulagem de altura, desembaçador, temporizado e limpador com intermitência do vidro traseiro, maçanetas e retrovisores na cor do veículo, novas calotas e a central multimídia UConnect de sete polegadas com volante multifuncional e entrada USB traseira. Os opcionais para a versão são o pacote Plus, que inclui retrovisores elétricos, vidros traseiros elétricos e sensor de estacionamento traseiro, e a série S-Design, que acrescenta sensor de pressão dos pneus e a pintura bicolor da carroceria. 

O Fiat Argo Drive 1.3 (R$ 61.990) traz todos os equipamentos da versão Drive 1.0 e mais faróis com LED, sistema de monitoramento de pressão dos pneus, central multimídia UConnect de sete polegadas, volante multifuncional, entrada USB traseira, retrovisores e vidros elétricos e sensor de estacionamento traseiro. Pode ter ainda a pintura bicolor da carroceria no pacote S-Design.

Já o Fiat Argo Trekking 1.3 (R$ 64.990) traz na linha 2021 novos adesivos no capô, na lateral inferior e na traseira. O hatch aventureiro tem a suspensão elevada, com 21cm de vão-livre em relação ao solo, pneus de uso misto, teto bicolor, barras no teto, retrovisores e aerofólio pintados de preto. Traz ainda faróis em LED, logomarca da Fiat em cromo escurecido na traseira e ponteira de escapamento trapezoidal com cor exclusiva. O interior tem bancos revestidos com tecido escuro e costura laranja, textura quadriculada e o logotipo Trekking bordado. O volante traz o logo Fiat. A versão Trekking traz de série os itens da Drive 1.3 e mais controles de tração e estabilidade e Hill Holder. Os opcionais são o kit Plus, com rodas de liga leve de 15 polegadas e câmera de ré, e o kit Full, com Keyless Entry n’ Go e ar-condicionado digital automático.

 O Fiat Argo Trekking 1.8 com câmbio automático de seis marchas (R$ 69.990) acrescenta na lista da versão 1.3 as rodas de liga leve de 15 polegadas com acabamento escurecido, além dos pacotes Plus (câmera de ré, Keyless Entry n’ Go e ar-condicionado digital automático) e Full (Plus + rebatimento elétrico dos retrovisores, quadro de instrumentos em TFT sete polegadas colorido, bancos revestidos em couro bipartido, sensores de chuva e crepuscular). 

A versão mais cara é a HGT 1.8 AT (R$ 74.990), que na linha 2021 ganhou como equipamento de série quadro de instrumento digital TFT de sete polegadas, volante em couro e apoia-braço dianteiro. Como opcionais, conta com os kits Full (Keyless Entry n’ Go, retrovisores externos com rebatimento elétrico, ar-condicionado digital, câmera de ré, sensores de chuva e crepuscular, piloto automático e câmbio tipo borboleta com trocas de marchas atrás do volante); bancos em couro; side bags dianteiros; e pintura bicolor.

 

 Fiat Argo S-Design 2021(foto: Fiat/Divulgação)

A série S-Design, disponível para a versão Drive nas motorizações 1.0 e 1.3, traz nova calota com pintura shadow (1.0) e rodas de liga leve de 15 polegadas com a mesma pintura (1.3), além de retrovisor elétrico e o spoiler pintados em preto, faróis de neblina, friso lateral em dark chrome e badge S-Design. O interior escurecido conta com ar-condicionado digital, controles de tração e estabilidade, Hill Holder, logos Fiat escurecidas e Keyless Entry n’ Go.

Preço ficou salgado para uma versão de entrada sem grandes atrativos de conteúdo. Com motorização antiga, segunda geração do compacto premium se destaca mesmo pelo design. Versão elétrica 208 e-GT ficou só para 2021

PC Pedro Cerqueira/Portal Vrum

 (foto: Peugeot/Divulgação)

A Peugeot lançou hoje no Brasil o novo 208, hatch compacto premium cuja segunda geração passou a ser fabricada na Argentina. Os preços não são nada convidativos, entre R$ 74.990 e R$ 94.990. A marca também deu início à pré-venda da versão elétrica e-GT, mas, por incrível que pareça, ainda sem divulgar o preço. Mas vamos aos detalhes do veículo.

 (foto: Peugeot/Divulgação)

O design é o ponto alto do novo Peugeot 208, que estreia no Brasil a nova identidade visual da marca. Diferente do que falamos anteriormente (baseado nas versões argentinas) todas as versões vendidas do Brasil trazem o “dente de sabre”, alusão felina à assinatura luminosa em LED que corta o para-choque e deixa o visual do modelo mais agressivo. Outros destaques são a ampla grade, os vincos que esculpem os “músculos” do hatchback e o conjunto óptico com detalhes que remetem à marca da garra de um leão. As rodas são de 16 polegadas. O modelo é construído sobre a nova plataforma modular CMP, que ficou 23 quilos mais leve e teve a rigidez estrutural ampliada. As dimensões são 4,05 metros de comprimento, 1,73m de largura e 1,45m de altura.

 (foto: Peugeot/Divulgação)

O interior também tem pegada esportiva, com o pequeno volante de base achatada, o quadro de instrumentos elevado, a tela do sistema multimídia e todos os comandos à mão, ao melhor estilo cockpit. Mas este cockpit só será um i-Cockpit 3D a partir da versão intermediária Allure, que traz quadro de instrumentos digital com dois modos de visualização e efeito tridimensional.

Nas duas versões de entrada, o acabamento abusa do plástico duro. Esta situação melhora apenas a partir da versão intermediária, que traz material soft touch, além de bancos revestidos em Alcantara. Com entre-eixos de 2,53m, o espaço interno é limitado. Mesmo sem abusar do espaço nos bancos dianteiros, não sobra muito espaço para as pernas no assento traseiro. O porta-malas também é pequeno, com volume de 265 litros.

ASPIRADO O motor 1.6 aspirado de 16 válvulas do novo Peugeot 208 é o mesmo que já equipava o modelo, com potências de 115cv (com gasolina) e 118cv (com etanol) e torque de 15,4kgfm (g/e). A transmissão é sempre automática de seis marchas. A velocidade máxima é de 190km/h, enquanto o veículo acelera do repouso até os 100km/h em 12 segundos (números com etanol). O consumo (Inmetro) na cidade é de 10,9km/l com gasolina e 7,5km/l com etanol. Na estrada esses númetos sobem para 13,1km/l (g) e 9km/l (e). A direção tem assistência elétrica variável.  

Foi uma grande “mancada” da Peugeot oferecer no Brasil apenas esse motor aspirado para as versões que terão algum volume de vendas, já que a elétrica será apenas um pequeno nicho do mercado. Por mais que a marca argumente que esta opção está adequada para o compacto, para tirar algum desempenho deste propulsor é preciso trabalhar com rotações elevadas, comprometendo o consumo, enquanto o motor 1.2 turbo oferecido na Argentina seria uma solução para esses dois problemas. Não por acaso, os modelo líderes de venda já trazem ao menos uma opção de motor turbo (Chevrolet Onix, Hyudai HB20, VW Polo…). A Fiat é outra que ainda está devendo o propulsor sobrealimentado.

ELÉTRICO Enquanto isso, a Peugeot alega que a versão elétrica 208 e-GT é a opção para quem quer um 208 veloz, desconsiderando que o elétrico mais barato do país é o JAC iEV20 (R$ 139.900). Isso está longe do que a marca vende como “poder de escolha” (o slogan Power of Choice), já que o preço elevado torna os elétricos uma opção para poucos felizardos que podem se dar ao luxo de gastar uma “bolada” de dinheiro em um compacto urbano.

Para os que podem, o Peugeot 208 e-GT será importado da Europa e deve chegar só em 2021. O motor elétrico fornece 136cv de potência e 26,5kgfm. Com ele, é possível acelerar até os 100km/h em 8,3 segundos. São números legais, mas não chegam a tremer as pernas do motorista. As baterias ficam sob o assoalho e não consomem o espaço do porta-malas. A autonomia é de 340 quilômetros. Infelizmente o fabricante não repassou informação a respeito do tempo de recarga das baterias. Os freios trazem sistema de regeneração de energia.

PREÇO E CONTEÚDO
 Voltando aos modelos flex, o Peugeot 208 traz quatro versões. A de entrada é a Active 1.6 AT (R$ 74.990), que traz de série airbags frontais e laterais, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, volante com ajuste de altura e distância, banco do motorista com ajuste em altura, ar-condicionado, piloto automático, retrovisores, vidros e travas elétricos, sistema multimidia com tela de 7 polegadas compatível com Apple Carplay e Android Auto e controles de som no volante.

 

(foto: Peugeot/Divulgação)

A versão seguinte é a Active Pack 1.6 AT (R$ 82.490), que acrescenta teto de vidro panorâmico, ar-condicionado digital e câmera de ré. O pacote intermediário é o Allure 1.6 AT (R$ 89.490), e ainda inclui i-Cockpit 3D, bancos em Alcantara, painel soft touch, carregamento do celular por indução, chave presencial e volante revestido em couro. Já a versão de topo Griffe 1.6 AT (R$ 94.990) se destaca por trazer tecnologias como alerta de colisão frontal, frenagem automática, alerta de saída de faixa com função de correção do volante, assistente de farol alto, leitura de placas de limite de velocidade, detector de fadiga, câmera 180 graus, além de sensores de chuva, crepuscular e de estacionamento traseiro, retrovisores e aerofólio em preto brilhante  e faróis full-LED. A garantia é de 3 anos, sem limite de quilometragem.

CONCORRENTES O novo Peugeot 208 está pelo menos R$ 5 mil mais caro que seus concorrentes: VW Polo MSI 1.6 AT6 (R$ 69.390), Fiat Argo Precision 1.8 AT6 (R$ 68.990), Kia Rio 1.6 AT6 (R$ 69.990), Chevrolet Onix LT 1.0 Turbo AT6 (R$ 65.090) e Hyundai HB20 Vision Pack 1.6 AT6 (R$ 68.090). Todos esses modelos e versões têm nível bastante semelhante de equipamentos de série.

PRÉ-VENDA? Apesar de ter iniciado a pré-venda, Peugeot ainda não estabeleceu um preço sugerido para o 208 e-GT. Mas como assim? É que este processo será feito em três etapas. Este primeiro serve apenas para medir o potencial de mercado para o elétrico e não envolve qualquer transação financeira. Na segunda fase, no início de 2021, o fabricante já informa aos interessados os equipamentos embarcados e a previsão de chegada do elétrico. Só na terceira fase é que as pessoas que reconfirmaram o interesse pelo modelo terão acesso ao preço e terão que pagar um sinal. Em resumo, o modelo ainda não está disponível no Brasil e o cenário econômico não permite estabelecer um preço que possa ser sustentado daqui a seis meses.

 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

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