Dia da Caridade: a importância de atitudes que fazem a diferença

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O Grupo Espírita da Caridade realiza doações de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social, em Ipatinga

(Tiago Araújo – Repórter do Diário do Aço)
Disposição para ajudar ao próximo ou tendência natural para auxiliar alguém que está numa situação desfavorável. Esses são alguns dos significados de “caridade”, algo que ganhou destaque nesse cenário atual de pandemia, no qual muitos têm necessitado de apoio ou ajuda do próximo para enfrentar esses tempos difíceis. Com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da prática altruísta, neste domingo, 19 de julho, é comemorado o Dia da Caridade.

Com a Lei nº 5.063, de 4 de julho de 1966, foi decretado pelo então presidente Humberto Castelo Branco o Dia da Caridade no Brasil. De acordo com a lei, fica sob a responsabilidade dos ministérios de Saúde, Educação e Cultura promoverem o calendário de comemorações desta data.

Exemplo de caridade

Em Ipatinga, um dos exemplos de filantropia é praticado pelo Grupo Espírita da Caridade (GEC), localizado no bairro Vila Ipanema. Em entrevista ao Diário do Aço, o presidente do GEC, Wagner Portela de Assis, contou que desde 1977 são realizados projetos solidários na cidade pelo grupo, com o intuito de ajudar ao próximo. “Antes do coronavírus, atendíamos em todos os sábados, das 13h30 às 17h, famílias em situação de vulnerabilidade social. Realizávamos diversas atividades, como oficinas, capoeira, aula de violão e balé. E para as mães dessas famílias, oferecíamos trabalhos manuais, confecção de enfeites, costura e oficina de culinária, sendo que nesta última era ensinado como aproveitar, de diversas maneiras, ingredientes de cesta básica. Além disso, na parte da tarde, servíamos uma refeição para as famílias no GEC e elas levavam também um pouco de mantimento para suas casas. Ao todo, atendemos cerca de 25 famílias, em torno de 80 pessoas”, afirmou.

Mudanças

Com o início da pandemia da covid-19, foi necessário fazer certas mudanças nos projetos solidários, conforme Wagner Portela. “Atualmente, estamos mantendo contato com as famílias em situação de vulnerabilidade social por telefone e todo mês entregamos cesta básica completa, materiais de limpeza e higiene pessoal. Em junho sempre fazemos festa junina, mas neste ano tivemos que mudar isso. Decidimos preparar uma cesta para as famílias com alimentos típicos de festa de junina, como canjicão, paçoca, pé-de-moleque, cocada e dentre outros”, informou.

Visitas e orientações

Wagner Portela também apontou outras ações de caridade realizada pelo GEC neste cenário de pandemia. “A cada sábado fazemos uma visita para as famílias em situação de risco social para saber como estão e quais dificuldades estão enfrentando no momento. Buscamos ajudar não só com doações, mas de outras formas, como encaminhando essas pessoas para um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou uma Defensoria Pública, já que, às vezes, essas pessoas não conhecem esses lugares”.

O presidente do GEC até citou um caso em que foi preciso acionar a Defensoria Pública para ajudar uma pessoa necessitada. “Tivemos um caso em que o filho estava com o cartão de benefícios do INSS de sua mãe e ele sacava o dinheiro em Belo Horizonte, mas não dava nada para sua mãe. Ela já estava desesperada e não sabia o que fazer. Com isso, nós a orientamos, por meio de um advogado, a buscar a Defensoria Pública. Dessa forma, foi possível bloquear o cartão do INSS e fazer outro cartão para ela, para que fosse possível voltar a receber o benefício. Portanto, tentamos ajudar as pessoas de todas as formas possíveis, não só com doações”, disse Wagner.

Distribuição de marmitas

Quinzenalmente, às sextas-feiras, é realizada uma distribuição de marmitas, pelo GEC, para as pessoas em situação de rua na cidade de Ipatinga. “Temos uma equipe que arrecada mantimentos e utiliza nosso espaço do GEC para preparar as refeições. É um projeto que chama ‘Amor em Ação’. Colocamos os alimentos em marmitas e os sucos em embalagens de plástico, e entregamos para a população em situação de rua. Nesse cenário de pandemia, estamos usando máscara e adotando todos os cuidados necessários”, informou o presidente do GEC.

Importância da caridade

Na entrevista, Wagner Portela destacou a importância de praticar a caridade e como as ações solidárias têm potencial de influenciar as pessoas a seguirem tal exemplo. “O ato de caridade é um ato de amor. Levamos junto com as doações de comida e roupa um pouco de carinho e afeto. E quando fazemos isso, sentimos aquele prazer da alma. E todos esses atos de caridade deveriam ser algo natural, sem esperar algo em troca. Além disso, nós sabemos que o exemplo é melhor que a fala. Quanto mais a gente ajuda o próximo, mais desperta nos outros a necessidade de querer fazer isso também. É uma corrente do bem”, pontuou.

Arquivo Pessoal

Vinicius Colombini informou que o projeto ”Plante o Bem” contou com o apoio de mais de 20 empresas da região

Projeto solidário arrecada 550 cestas básicas para famílias do Vale do Aço

Em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19), muitos bares e restaurantes precisaram fechar suas portas para o público como medida de segurança e prevenção à disseminação da doença. Por este motivo, muitos trabalhadores autônomos perderam sua única fonte de renda. Devido a isso, uma agência de Marketing de Ipatinga lançou a campanha “Plante o Bem”, que arrecadou 550 cestas básicas para famílias impactadas financeiramente pela covid-19 no Vale do Aço. A entrega das doações foi concluída no mês passado.

Conforme um dos responsáveis pelo projeto solidário, Vinicius Colombini, mais de 20 empresas da região apoiaram a causa e serviram como ponto de coleta para as doações. “A nossa meta inicial era arrecadar 500 cestas básicas, mas conseguimos 550, e ainda continuamos recebendo doações, que vamos entregando aos poucos. Para mim, neste momento tão delicado que estamos vivendo, é preciso que cada um faça a sua parte. Queremos levar um pouco de esperança para casa dessas pessoas que precisam de ajuda e para que elas não venham a passar necessidade. Acredito que a nossa missão é ajudar o próximo”, explicou.

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