Depois de quase 6 meses, Metropolitan Museum reabre com site-specific de Yoko Ono inspirada na quarentena e mais novidades – Vogue

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Yoko Ono: DREAM TOGETHER (Foto: Reprodução)

2020, ano em que o Metropolitan Museum comemorou 150 anos de aniversário no dia 13 de abril, coincidiu com a pandemia. E com isso, todos os planos de celebração tiveram de ser adiados. Desde sua inauguração em 1870, o museu nova iorquino nunca tinha ficado fechado por mais de três dias consecutivos — e agora, por conta do COVID-19, as portas ficaram fechadas por quase 6 meses.

Para alívio dos nova iorquinos e turistas, a reabertura está programada para este sábado, dia 29 de agosto, com prévias dias 27 e 28 para a imprensa (Vogue estará lá!) e membros do museu. Várias medidas de saúde e segurança serão tomadas para reduzir risco de potencial contágio entre os visitantes, incluindo protocolos que requerem uso constante máscara, distância de 1,80m entre as pessoas, tirada de temperatura na entrada e fechamento da chapelaria (bolsas grandes não serão permitidas).

Já na fachada na Quinta Avenida há uma obra site-specific criada por Yoko Ono inspirada pela quarentena. Um banner diz “DREAM” (sonhe/sonhemos) e o outro, “TOGETHER” (juntos), uma mensagem poderosa e otimista da artista que sugere união. Outra das exposições mais aguardadas é a que celebra o aniversário do museu, Making The Met 1870-2020. Através de 250 obras do acervo, a mostra apresenta desde de pequenos tesouros da antiguidade até peças contemporâneas como um mural de El Anatsui, contando também sobre os bastidores da história da montagem da coleção. Um dos destaques fica por conta do retrato cubista de Pablo Picasso, “Woman in an Armchair (Eva)” de 1913. A tela faz parte da coleção que o colecionador Leonard Lauder deu de presente ao museu em 2013, avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

Para aproveitar o último mês do verão no hemisfério Norte, o museu também apresenta a instalação de Héctor Zamora, que fica na cobertura, ao ar livre, com vista para o Central Park. Num trabalho de tom político, o artista mexicano apresenta Lattice Detour. Trata-se de um muro onde os tijolos são colocados de lado, com a parte vazada aparente, para que a parede se torne permeável. É possível enxergar a vista da cidade através da escultura e a luz atravessa os recortes sugerindo uma perspectiva mais convidativa diante da barreira.

Outras exposições que já estavam em cartaz antes da pandemia continuarão abertas, como In Pursuit of Fashion: The Sandy Schreier Collection que reúne a coleção de alta-costura e ready-to-wear de designers franceses e americanos do séculos 20. As 165 peças serão doadas ao museu e, dessas, 80 estão expostas. O museu promete também uma série de programas online que serão anunciados após a reabertura para que os turista impossibilitados de visitar a cidade possam também curtir o enciclopédico museu.