Débora Nascimento explica como vive a maternidade

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Débora Nascimento (Foto: Reprodução)

 

Débora Nascimento conversou com Nathalia Dill na série de lives “Mamãe de Primeira” e contou curiosidades da maternidade. A atriz de “Flor do Caribe” revelou que, ao fazer força ao tentar o parto normal, machucou o dedo do ex-marido, José Loreto. Os atores são pais de Bella, de 2 anos e meio.

— Eu fiquei 16 horas em trabalho de parto. Parece muito, mas não é. Não são 16 horas enlouquecida(risos). Tem altos e baixos. Você tem as contrações e passa. Tudo isso ao longo de você estar ali com a pessoa que você ama, no ambiente que você preparou… Só fui perceber que eram 16 horas porque marquei o começo das contrações. Depois desse tempo, a Bella não tinha virado tudo e estava subindo. Ela descia mas ficava subindo. Aí eu teria que ficar mais umas seis horas. Aí virei para a obstetra (pedindo a cesárea) e falei: “Amor, eu vou ter parto duplo”. Não importa se ela está saindo por aqui ou por ali, já passei por todo o  processo de parto natural. Ela recebeu todos os estímulos, carinhos, está me ouvindo (…) E o José desesperado, eu desloquei o dedo dele, coloquei o dedo no lugar (…) E eu: “Está tudo certo, gente. Pode aplicar a anestesia!”

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Débora também comentou que passou por uma fase intensa de adaptação após a cirurgia cesariana:

— O fato de eu ter feito 16 horas de trabalho de parto e depois a cesárea, o corpo demora para se recuperar (…) São camadas de costura, e o corpo precisa realmente de repouso para se recuperar das 16 horas de malhação intensa. Só que a gente fica cheia de remédio para não sentir dor, para ficar ativa e espera para cuidar do primeiro filho, e eu não tinha babá. Eu não tinha babá! Pensei: “A gente tirou dez no curso”, “Vai se molezinha cuidar desse neném”. Só que minha casa tem dois andares, parecia que eu não tinha feito a cesárea, a gente estava fazendo muita coisa (…) Até que eu abri um pontinho da minha cesárea. Aí a minha obstetra me recomendou uma babá. A gente estava se virando. Era uma cotovelada, um para cada lado, chinelo voando, “Neném! (acordou)” (…) E nisso os hormônios de cima a baixo, eu lembr que eu estava amamentando, com curativos, ele trazia água de coco porque eu tinha que beber muita água, ele fazia umas carinhas para poder me animar… E eu pensava: “Por que eu decidi isso?” (pela maternidade)… Mas, gente: nasce e você não sabe o que é aquilo. Tem um processo de reconhecimento daquele ser humaninho. Até então, é um pedaço de carne chorando (…) Eu tive esse período de nascer o amor.

Débora também contou como vive a maternidade atualmente:

— Sei que em algum momento vou errar. Isso humaniza a gente. Para os filhos é essencial ter pais humanos. Nós somos os primeiros deuses dessas crianças, somos as primeiras referências deles. Eu que tive uma filha menina… A primeira referência de mulher que ela tem sou eu. Então, que mulher é essa? Uma mulher que chora, que fica com dor de cabeça, que sente dor de amor às vezes… E ela vai entender que a mãe é uma mulher normal, viva e pulsante. Ela vai entender que ela vai poder errar também (…) Errar é inerente do ser humano. É lindo e faz parte do acerto.

Bella também foi lembrada no momento em que sua mãe contou que a menina é parecida com ela na infância:

— Ela tem 2 anos e 4 meses tem tamanho de cinco. É uma menininha igualzinha a como eu era neném. A gente fala? “Bella, com que você se parece?” E ela: “Mamãe!”

Bella e Débora Nascimento (Foto: Reprodução)Bella e Débora Nascimento (Foto: Reprodução)