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Consórcio têxtil produz uniformes para “vestir o património” português – Indústria

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Calvelex, Lameirinho, Paulo de Oliveira, Polopique, Riopele e Twintex. Da fiação até à confeção, estas cinco grandes empresas do setor do têxtil e vestuário juntaram-se para desenvolver e produzir uniformes em Portugal, “com qualidade e de forma eficiente”, para serem usados pelos trabalhadores dos monumentos nacionais.

 

O projeto chama-se “Vestir o Património” e avança porque este consórcio reconhece “a importância da Cultura enquanto cartão-de-visita de Portugal” e quer “[dignificar] a imagem de um serviço público essencial para a difusão da cultura portuguesa, quer pelos visitantes nacionais, quer pelos estrangeiros”.

 

As calças, camisas, camisolas, pulôveres, vestidos e blazers que fazem parte desta coleção vão ser apresentadas em Guimarães esta quinta-feira, 24 de junho, data em que se comemora a Batalha de S. Mamede, durante uma sessão solene no Paço dos Duques em que estará presente o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Esta iniciativa de mecenato vai começar por abranger quatro monumentos nacionais localizados na “cidade-berço” – Castelo de Guimarães, Igreja de S. Miguel do Castelo, Paço dos Duques de Bragança e Museu de Alberto Sampaio.

 

No entanto, César Araújo, líder da Calvelex e da associação do vestuário (Anivec) disse ao Negócios que “poderão estar outros em estudo”, sublinhando que a ideia destas seis empresas, que já tinham colaborado na entrega de material de proteção aos hospitais na primeira fase da pandemia, é “mostrar as boas práticas da indústria nacional”.

Depois de nove anos consecutivos a crescer, até atingir um novo máximo de vendas ao exterior, as exportações da indústria portuguesa do têxtil e do vestuário encolheram 1% em 2019 e voltaram a recuar 11% em 2020, totalizando 4.643 milhões de euros no ano em que surgiu a covid-19.