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Conheça história de indígena que fez o sonho de ter uma boneca em negócio bem-sucedido | Fantástico

Uma boneca de pano pode ser um brinquedo, uma companheira inseparável, pode ser lembrança dos tempos de infância e pode transformar uma vida, como fez na vida de Luakan.

Como tantas meninas pobres da Amazônia, Luakan foi trabalhar ainda criança na casa de um fazendeiro em troca de pouso e comida. Um dia, a mulher do patrão a levou numa feira e ela viu uma boneca pela primeira vez na vida. Brincar era proibido a quem tinha de limpar a casa dos patrões, mas aquele dia nunca mais lhe saiu da cabeça.

Quando cresceu um pouco mais, no fim de um dia de trabalho, foi atraída pelo barulho de máquinas de costura. Virou costureira naquele dia, mas achou que Viseu, no interior do Pará, onde morava, estava ficando pequena demais. Partiu para o Rio de Janeiro. Fez diversos tipos de roupas, mas faltava a boneca.

Desde tempos imemoriais, em todas as culturas, nas lendas, na literatura, a boneca é uma espécie de símbolo da intuição feminina. Como se ela fosse capaz de soprar a sabedoria intuitiva das mulheres. Cochichando, por exemplo, as escolhas de Luakam.

A hora de fazer a boneca chegou há sete anos, quando nasceu a netinha. Neste ano, Luakam investiu todas as economias para fabricar bonecas que venderia numa feira em abril, mas aí veio a pandemia. . Antes que o desespero batesse, a neta postou um vídeo nas redes sociais e foi um sucesso.

Veja a história completa no vídeo acima.