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Com desoneração da folha, setores já preveem contratação em 2021

Planos de saúde e odontológico devem ser mantidos tanto em caso de redução quanto de suspensão de contrato. Quanto ao vale-refeição, não há consenso entre especialistas, pois seria pago apenas a empregados que estão trabalhando. Previdência privada e auxílios creche e funeral também são mantidos. Se não houver deslocamento do empregado para trabalhar, não é devido o vale-transporte.

John Anthony von Christian, presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), faz leitura similar.

— Com a desoneração preservada, não haverá demissão para compensar a alta de custos. O setor poderá crescer 10% em geração de emprego em 2021.

Indecisão afetava preços

Sindicatos também destacaram a derrubada do veto.

— A medida estimula a economia, diminui os custos de produção e abre caminho para manutenção e até para geração de empregos — disse Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

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Para Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a indecisão sobre o tema dificultava a formação de preços.

— A derrubada do veto é positiva, e a decisão dará condições para que os empreendedores planejem seus custos sem incertezas — diz Pimentel. — As empresas voltaram a contratar lentamente, mas uma volta mais definitiva do emprego só vai acontecer com a economia e a demanda em crescimento.

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No segmento calçadista, o presidente da Abicalçados, Haroldo Ferreira, lembra que, sem a prorrogação, o setor amargaria um aumento de R$ 572 milhões em custos.

José Velloso, da Abimaq, que representa a indústria de máquinas, acredita que o setor deve voltar a fazer contratações em janeiro, a depender do cenário externo e da continuidade da retomada.

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José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), destaca que a medida reduz a informalidade no setor:

— Quando o tributo incide sobre o faturamento, o governo alcança todas as empresas.

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Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), defende que o governo tome mais medidas anticíclicas para recuperar a economia.

— O investimento externo vem depois que a economia se recupera — pondera.