Coluna Resenhando | » Pós pandemia: moda praia capixaba já se prepara para o verão

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A estação mais quente do ano se aproxima e o mercado de moda praia já está com tudo pronto para atrair muitos consumidores neste verão. Afinal, a junção do período de temperaturas mais baixas e os reflexos da pandemia gerou uma redução nas vendas deste setor e também proporcionou um período propício para planejar e conhecer melhor os novos comportamentos de consumo.

Por isso, mais do que nunca, as tendências – como o tie-dye, grande hit da temporada – estão presente nas criações. Além disso, o conforto também tem sido cada vez mais valorizado nas peças, em virtude até mesmo do tempo em casa e a descoberta de um estilo mais aconchegante e com mais comodidade para se vestir.  

 

A empresária e diretora criativa da Sol de Verão, Ana Claudia Sampaio, comenta que já começou a apresentar algumas peças da nova coleção Cores do Litoral em suas lojas. “Sentimos uma necessidade maior neste período de representar, por meio das estampas, a presença da natureza, o clima das praias paradisíacas, das vilas a beira mar, do fascinante artesanato e das calorosas festas com cores e texturas ricas e vibrantes”, comenta.

 

 

 

 

Estreando neste mercado de moda praia, a empresária e influencer Aline Mareto, com forte atuação no setor de moda fitness, se prepara para apresentar também a nova coleção cápsula de biquínis, com o nome “Amor e Paz”, da marca capixaba. “Nosso foco continua sendo os modelos lisos, com proteção UV e respiráveis. Além disso, as criações terão nosso tecido branco texturizado que ajuda a manter a peça não transparente”, conta.

 

A empresária e influencer Aline Mareto vem com tudo para o verão. Foto: Divulgacão

 


Impactos no mercado da moda

 

De acordo com uma pesquisa do Sebrae, já na primeira semana de fechamento do comércio, a queda de faturamento no setor da moda foi de 74%. Uma porcentagem inferior apenas aos setores de turismo e economia criativa. No geral, 91% dos empresários já registraram queda no seu faturamento mensal.

 

Mas, os efeitos da crise do novo coronavírus chegaram à indústria da moda já no começo de 2020, quando o vírus se concentrava basicamente na China e arredores. Isso devido ao impacto da pandemia na cadeia global, pois além de boa parte produtiva desse setor estar na China, o país também é um grande consumidor mundial – representa 40% do faturamento de luxo do mundo – , e não esteve presente nos circuitos de apresentação de moda, como: Nova York, Londes, Milão e Paris.

Em junho, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) realizou uma pesquisa junto a 58 empresas do setor têxtil e constatou que 96% das empresas tiveram queda em suas encomendas. Além disso, 55% delas registraram uma redução superior a 50% no número de pedidos. Ainda segundo os dados da ABIT, as importações do setor registraram queda de 23,75% entre os meses de janeiro e julho.

 

Retomada do setor

 

Em um momento tão atípico como este, rodeado de tantas incertezas, minimizar os impactos dessa crise nos negócios requer muita resiliência, reinvenção e estratégia. Por isso, a criatividade tem sido a palavra chave para que os negócios se reinventem, sejam com vendas online ou oferta de novos produtos ou serviços e, assim, consigam reduzir os prejuízos financeiros da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Inclusive, uma pesquisa do Sebrae apontou que alguns pequenos negócios que se reinventaram durante a crise tiveram até aumento no faturamento, por exemplo. Vale ressaltar ainda, que a maioria dos especialistas reforçam a importância de se fazer uma boa gestão financeira para a sobrevivência da empresa.