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Campanha busca impedir destruição dos povos indígenas

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Com informações da assessoria de imprensa — Indígenas do Brasil estão sendo dizimados pela chegada do Covid 19, associada a uma desassistência em saúde e a proteção dos territórios pelo Estado. A denúncia é feita pelas próprias comunidades tradicionais que lançam campanhas com pedidos de apoio em todo Brasil. Para dar visibilidade às iniciativas locais e facilitar doações estrangeiras, foi lançada a Campanha Internacional “Covid19 – SOS Povos Indígenas do Brasil”, neste domingo (2/8).

 

A iniciativa de ativistas em Portugal conta com a organização do Fórum Indígena Lisboa, Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira em Lisboa, Reflorestar Portugal – Associação Salve e Greve Climática Estudantil – Pico. Parte-se da compreensão de que é preciso uma grande reação internacional para impedir que povos e culturas sejam destruídos. Além da pressão e denúncia no Brasil e no exterior, os povos indígenas precisam de assistência médica e alimentar para enfrentar a pandemia.

Inicialmente, 11 campanhas locais por apoio no enfrentamento ao Covid-19 serão divulgadas. Para quem não conseguir doar diretamente para qualquer uma dessas comunidades, é possível fazer doações em qualquer valor para a Associação Reflorestar Portugal, Iban (Caixa de crédito Agrícola): PT50004561634026501995192, que irá repassar para as campanhas listadas constituídas como pessoa jurídica. A loja de comércio justo Urucum também disponibilizou artigos para que a venda seja revertida para a Campanha, descontado impostos.

A iniciativa de ativistas em Portugal conta com a organização do Fórum Indígena Lisboa, Coletivo Andorinha e, Reflorestar Portugal.

A campanha será colaborativa e todos os que apoiam a causa podem participar de alguma forma, como na divulgação de material informativo e produção de vídeos. Com o mote “Por que os indígenas são importantes?”, os vídeos chamam a atenção para o valor das comunidades tradicionais para o equilíbrio do planeta e para a própria a humanidade. “Sendo eles os principais cuidadores das florestas, são especialmente relevantes no combate às mudanças climáticas”, destaca Marina Nobre da Reflorestar Portugal – Associação Salve.

“Os invasores sempre trouxeram doenças e morte, e agora trazem a Covid-19. A luta pelo território e pela saúde é uma só”, ressalta o texto da Campanha Povo Munduruku contra a Covid-19. O financiamento coletivo liderado pelos Munduruku será destinado as Associações Pariri e Wakoborun para compra de alimentos, remédios, material de higiene e até equipamentos para montar Unidades Intermediárias de Tratamento nas aldeias.

“Há omissão por parte das autoridades e a saúde pública de Roraima está em colapso. Nas comunidades faltam testes, remédios e até transporte para socorrer os indígenas que estão adoecendo”, diz texto da Campanha do Conselho Indigenista de Roraima (CIR). O CIR também arrecada equipamentos de proteção individual (Epis), materiais de higiene, limpeza, corte e costura (tecidos, linha costura e elástico), além de alimentos para ajudar as comunidades indígenas afetadas pela Covid-19.