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Bruno: “Tenho visto nessa campanha uma irresponsabilidade enorme”

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

O último prefeitável entrevistado no programa Ideia Livre da TV Itararé, esta semana, foi Bruno Cunha Lima (PSD).

A seguir, trechos de suas declarações.

Plano de governo
“São itens construídos no campo das diretrizes de gestão, que apontam para um caminho a ser seguido (…) É um plano de governo plural, construído sob a minha coordenação.

“Os primeiros meses (de 2021), com certeza, serão de desafios muito grandes, com o rescaldo da pandemia (…) Será o ano dos efeitos práticos da Covid 19.

“Dois temas são prioritários: a geração de empregos e a atenção básica na área da saúde (…) Vamos promover mutirões de consultas com especialistas nos primeiros meses; tornar a central de imagens da prefeitura uma central 24 horas; e conveniar com clínicas privadas e filantrópicas (para zerar as esperas) para aproveitar a ociosidade do turno da noite.

“A sanha arrecadatória do estado brasileiro, a vontade de arrecadar mais através do aumento de alíquotas e do enforcamento da classe produtiva caminha justamente no sentido contrário ao aumento da arrecadação, porque reduz a capacidade de contribuição do contribuinte.

“Vamos criar o decreto municipal regulamentando a lei de liberdade econômica, que isenta de alvará os empreendimentos de baixo risco. Isso parte do pressuposto da boa-fé do empreendedor.

“Quanto menores foram os entraves burocráticos e até fiscais, mais a classe produtiva consegue produzir, gerar empregos e renda.

“A base cadastral do IPTU em Campina é um grande desafio, porque boa parte dos imóveis está irregular perante o cadastro municipal: ou porque não tem proprietário cadastrado; ou porque o imóvel em si não é cadastrado; ou porque está sem atualização cadastral.

“Quando Veneziano foi prefeito, ele aumentou a alíquota de IPTU na cidade.

“Torço para que o governo do Estado se lembre de Campina fora do período eleitoral. O prefeito Romero está concluindo um ciclo de oito anos e nunca assinou um convênio com o Estado.

“Espero (se eleito) uma relação mais desanuviada com o Estado; uma relação com menos interferência política e onde impere a qualidade de vida da população de Campina.

“A relação com o Legislativo será muito boa. Entendo o papel do Legislativo e defendo as suas prerrogativas (…) O mais importante para uma base de apoio é ter um governo atuante, realizador, e que consegue entregar resultados (…) A relação que eu quero ter é de contribuição mútua: que eu possa contribuir com resultados e o Legislativo com governabilidade.

“Vamos criar o maior programa de microcrédito da história de Campina (…) E quem quitar o empréstimo em dia, as duas últimas parcelas serão pagas pela prefeitura e o beneficiário poderá se credenciar para um novo empréstimo.

“É necessária uma avaliação dos modelos administrativos do Brasil nesse novo mundo (…) Quanto menos custo você tem, mais recursos para investimentos você consegue.

“Uma meia verdade é uma mentira completa. Tentam colocar na conta do prefeito Romero a culpa pelo suposto fechamento dos restaurantes populares e cozinhas comunitárias. É importante registrar que quem fechou foi o próprio prefeito Veneziano no dia 12 de novembro de 2012.

“A prefeitura vai incentivar a formação de cooperativas, como a do polo coureiro-calçadista, de confecção e de costura; e poderemos incentivar a formação de cooperativas para a reabertura dos restaurantes.

“Eu tenho visto nessa campanha uma irresponsabilidade enorme, em se prometer tanta coisa sem se saber de onde vai se tirar os recursos. A interpretação do cidadão é que é promessa eleitoreira. É preciso ter sinceridade com as pessoas, dizer o que pode e o que não pode fazer (…) Não dá para na campanha prometer tudo a todos”.

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatea Souza