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Após três quedas seguidas, PIB do Ceará cresce 1,14% no primeiro trimestre de 2021 – Focus.jor

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Porto do Pecém. Foto: Divulgação

Bruno Cabral
focus@focus.jor.br

Após três quedas trimestrais seguidas, o PIB do Ceará apresentou crescimento de 1,14% no primeiro trimestre de 2021, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Ipece. Este foi o primeiro crescimento desde o primeiro trimestre de 2020, quando o PIB do Estado havia avançado 0,18%. Nos trimestres seguintes, o PIB do Estado foi de -13,7% (2T20), -0,78% (3T20) e -0,17% (4T20). As variações são comparadas com iguais períodos do ano anterior.

Para o fechamento de 2021, os analistas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará projetam uma alta de 5,77% do PIB estadual, revisando a estimativa divulgada em março (3,55%). A se confirmar o valor projetado para este ano, será o maior avanço anual desde 2010, quando a economia cearense cresceu 6,75%. Os analistas ressaltam, no entanto, que os resultados positivos são, em grande medida, uma recomposição das perdas observadas em 2020, em razão da pandemia.

Apesar da alta em relação ao primeiro trimestre de 2020, o PIB cearense registrou queda de 1,40% na passagem do quarto trimestre de 2020 para o primeiro de 2021, interrompendo uma sequência de duas altas seguidas. O resultado pode ser atribuído às novas restrições ao funcionamento da economia provocadas por decretos estaduais e municipais neste ano. Já no acumulado dos últimos quatro trimestre, que dá uma base anualizada para o desempenho da economia, o PIB do Estado caiu 3,68% até o primeiro trimestre deste ano.

Setores
De janeiro a março deste ano, o destaque ficou com o setor da indústria, que avançou 7,17%, enquanto a agropecuária avançou 1,80% e o setor de serviços, o mais afetado pelas medidas de restrição, caiu 0,51% ante o mesmo período de 2020.

“O crescimento da indústria foi puxado pela geração de energia, principalmente a eólica”, disse Witalo Paiva, analista do Ipece para o setor. “A geração de energia eólica cresceu 55%, um crescimento que reflete tanto uma demanda maior, pelo forte crescimento da economia brasileira, como a composição da oferta”.

A construção civil, que não teve suas atividades interrompidas neste ano, avançou 7,82%. “Esse setor vem tendo um desempenho muito forte ao longo dos meses. E, apesar da segunda onda (da pandemia), ele pode continuar construindo”, disse Paiva. E a indústria de transformação, registrou avanço de 5,63%. “As atividades também não foram interrompidas neste ano. O setor vem numa dinâmica muito positiva. A indústria também se beneficiou da recomposição de estoque, com destaques para os setores de vestuário, calçados e têxtil”. Já o setor “extrativista mineral” apresentou queda de 84,37% no primeiro trimestre, resultado que reflete, sobretudo, a queda da exploração de petróleo no Estado.