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Americana tem maior saldo de vagas

Das cinco cidades da região, Americana foi aquela que registrou o melhor saldo de empregos formais em janeiro deste ano: 657 – a diferença entre as 3.078 admissões e as 2.421 demissões.

Foi o que apontou o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, divulgado durante a semana. Juntas, as 20 cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) criaram 4.572 vagas com carteira assinada (diferença entre as 36.860 contratações e os 32.288 desligamentos).

Juntas, as cinco cidades da região geraram 37% dos empregos criados em janeiro na região. Americana, Hortolândia, Sumaré e Nova Odessa criaram 1.695 vagas. Isoladamente, Campinas criou 1.430 postos de trabalho formais em janeiro.

Hortolândia registrou saldo de 279 vagas, Nova Odessa, 157, Santa Bárbara, 309, e Sumaré, 293 (confira quadro ao lado).

“O janeiro de 2021 suplantou o janeiro de 2020 em 33,37% na RMC, e em 26,33% em Campinas”, comparou o diretor do Departamento de Economia da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), Laerte Martins.

A economista Eliane Rosandiski, professora extensionista do Observatório da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica), disse que o desempenho de Americana foi puxado pela recuperação da indústria. “Os dados vieram bem positivos, refletindo o desempenho do setor industrial”, explicou a economista.

De forma geral, o setor de serviços também teve saldo positivo, porque está associado àas atividades de informação e de sistemas de Tecnologia de Informação. Como as pessoas estão passando mais tempo em casa, cresceu a demanda por equipamentos de informática e alimentos.

Além disso, janeiro foi o último mês de pagamento da parcela do auxílio emergencial. Os acordos de flexibilização da jornada também estavam vigorando.

“Ou seja, ainda  houve um finalzinho de medidas protetivas. Agora, temos que observar como será o comportamento de fevereiro, visto que a segunda onda da Covid ganhou corpo”, explicou Eliane.

O prefeito de Americana, Chico Sardelli (PV), comemorou o aumento das contratações. “Este resultado de janeiro é animador e demonstra que o empresário americanense está retomando gradualmente a esperança na recuperação econômica. Teremos um 2021 difícil e estamos trabalhando no desenvolvimento de políticas públicas para agilizar a instalação de empresas na cidade e, principalmente, para fomentar o crescimento do investidor local”, declarou Sardelli.

O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Americana, Carlos Frederico Faé, disse que o acompanhamento interno entre os associados demonstrou retomada das contratações no início do ano, principalmente nos setores industriais essenciais como químico e farmacêutico, embalagens e alguns nichos do têxtil e confecção relacionados aos itens de proteção individual.

Isso foi em decorrência de alguns fatores, como ajustes e maior estabilidade no fornecimento de materiais-primas; redução das importações de produtos acabados em função dos aumentos de fretes e da valorização do dólar; otimismo quanto a retomada econômica causada pelo início da vacinação, sinalizada pelo aumento de 2,6% das vendas da indústria em janeiro.

A Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana) avaliou com cautela o resultado. “A Acia vê os dados do Caged como positivos apesar do quadro atual da economia dentro da realidade da pandemia. Estamos trabalhando com olhares otimistas para o futuro. Infelizmente, o momento não nos dá perspectivas de previsibilidade. Mas percebemos que Americana tem se mostrado pujante frente as adversidades da pandemia”, afirmou o presidente da Acia, Wagner Armbruster.