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Alaïa | Alta-costura | Verão 2022 – Vogue

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Alaïa (Foto: Divulgação)

Dividida entra uma apresentação digital que acaba de ser exibida e um desfile físico que aconteceu na noite passada na Rue de Moussy (sede da Alaïa desde 1987), no Marais, e reuniu na plateia amigos do estilista como Raf Simons, Pierpaolo Piccioli e Monica Bellucci, Pieter Mulier apresentou uma aplaudida coleção de estreia para a Alaïa. Com carreira notável (foi braço-direito de Raf Simons durante 15 anos, na Jil Sander, Dior e Calvin Klein), o belga mergulhou em suas memórias da Alaïa e reinterpretou para os dias de hoje códigos do tunisiano Azzedine (1935-2017), como as silhuetas do começo da carreira do estilista, o cinto-espartilho, o couro perfurado, o tecido body-con, os volumes esculpidos, os capuzes à la Grace Jones e a camisa branca. “Obrigado por sua adulação incomparável da figura feminina. Você foi um escultor, um gênio da mão”, escreveu Mulier em carta entregue aos convidados, na qual dedicava esta primeira coleção ao fundador. Último grande couturier do século 20, Alaïa era obcecado por desenhar roupas bem construídas que fizessem as mulheres se sentirem lindas e poderosas, gerando uma confiança que transbordava de dentro – e Mulier honrou com respeito seu legado, enquanto promete trazer a marca de volta às ruas.