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″O salário das costureiras não está à altura do que fazem″ – Blog Ceará Máquinas



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Nathalie Baye fala-nos do seu trabalho em “Alta Costura”, que estreou quinta-feira nas salas de cinema

Hoje com 74 anos, Nathalie Baye é uma lenda viva do cinema francês, intérprete de clássicos como “A Noite Americana” e “O Quarto Verde”, de François Truffaut, “Salve-se Quem Puder”, de Jean-Luc Godard, “Uma Semana de Férias”, de Bertrand Tavernier, ou ainda de incursões em Hollywood, como “Apanha-me Se Puderes”, de Steven Spielberg. Em “Alta Costura” é uma costureira a trabalhar para a Casa Dior, à beira da reforma, que encontra na jovem que lhe roubou a mala no metro, e depois a vem devolver, alguém a quem passar os seus conhecimentos. A atriz esteve à conversa com o JN.

O que a interessou neste projeto?

Foi o tema que me interessou. Tive vontade de fazer o filme porque achei que tinha uma boa história. Em particular, o tema da transmissão. Esta mulher, já de uma certa idade, vai transmitir o seu saber aquela jovem que encontra. É um tema que não é muitas vezes tratado no cinema e é importante.

Qual é a importância da moda na sua vida?

Não sou viciada em moda. Quando há festas ou cerimónias como os Césars, emprestam-me vestidos magníficos, nessa altura é muito agradável, tenho a impressão de ser uma princesa. Mas é como a Cinderela, a Channel ou a Dior emprestam-me um vestido por uma noite mas no dia a seguir tenho de os devolver.

Como é que define a sua personagem?

É uma mulher um pouco dura, porque a vida deixou-lhe feridas. Sofreu bastante. A vida não foi muito generosa para com ela, o que a tornou bastante rígida. É uma personagem que está muito longe do que eu sou, mas tentei torná-la o mais credível possível. É uma personagem dura a interpretar, porque não é uma mulher amável, mas é um bom papel para representar.

A Nathalie já é avó, tem uma boa relação com a sua filha, algo que a personagem não tem…

Sente-se que é uma mulher que está em sofrimento. Que não foi capaz de se humanizar, que tem problemas em relacionar-se com os outros. Mas, graças ao encontro que vai ter com aquela jovem, vai tornar-se aos poucos mais humana e sobretudo mais feliz.

Como é que concilia a família com o trabalho, já fez mais de uma centena de filmes…

Para mim a família é o mais importante, está acima de tudo. Mas enquanto tiver vontade e puder representar, vou continuar a fazê-lo, adoro o trabalho que faço. É este trabalho que me dá vontade de viver. Posso ser todas as mulheres que quiser, como esta costureira.

Interpretar alguém que tem um trabalho específico, que faz bem, já é um primeiro desafio para uma atriz?

Não é só um ponto de partida. É algo que nos seduz, como atores. Eu sou completamente nula na costura. Tive de aprender a fazer de conta. Visitei os ateliês da Dior e observei as mulheres que lá trabalham. Vê-se que é um trabalho que adoram, mas que é duro. Estão quase sempre de pé, mas percebe-se que são habitadas pelo trabalho que fazem.

É um trabalho bastante meticuloso e exigente…

Os vestidos que fazem são verdadeiras obras de arte, custam muito caro. Custa um bocado saber que os salários destas mulheres, não está à altura do que fazem. Mas servi-me de tudo o que vi para compor a minha personagem.

Já conhecia a realizadora, quando ela a convidou para este papel?

Não a conhecia. Vi o filme anterior dela, que achei que não era mau de todo. Demorámos algum tempo a conhecer-nos bem e a ter uma boa relação. O filme tem muitas coisas ligadas à sua vida pessoal e eu tinha de as interpretar, o que nem sempre é fácil. Ao princípio foi um pouco tenso entre nós, mas depois acabou por tudo se passar muito bem.

A sua carreira mostra que afinal há bons papéis para mulheres da sua idade. Ainda recebe muitos papéis interessantes para representar?

Eu escolho os filmes que faço pelo guião. Um bom papel num mau guião não se consegue interpretar. Ainda recebo bastantes argumentos. Mas é preciso ler muitos para encontrar um que me agrade e em que acredite. E depois há o encontro com o realizador.

Já ganhou quatro Césars e um prémio de interpretação em Veneza, que importância dá a estes prémios?

Na escola era uma péssima aluna. Nunca tive nenhum prémio. Por isso, ganhar todos estes prémios é como que um milagre para mim. É muito agradável, mas não tenho os prémios em cima da mesa lá em casa, com um holofote apontado.

Fonte www.jn.pt

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